Todo o trabalho social precisa da colaboração de parceiros e de voluntários. E na Casa de Acolhida Padre Eustáquio para Crianças com Câncer (Cape) a situação não é diferente. A disposição de quem doa um pouco de atenção para crianças e jovens carentes do interior do Estado, que fazem tratamento oncológico e hematológico em Belo Horizonte, é fundamental para a garantia da qualidade de vida dos atendidos. 
 
A Cape tem 25 parceiros doadores e 30 voluntários, com destaque para a “turma da terça”, formada por aposentados do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Os voluntários dedicam quatro horas semanais à instituição, atuando nas áreas de gestão, fisioterapia, pedagogia, informática, artes plásticas, oficinas de artesanato, aulas de inglês, leitura de livros e brincadeiras. 
 
A Criartê Comunicação escolheu a Cape como o seu primeiro projeto social, informa a diretora da agência de publicidade, Tereza Cristina Botelho. “Há seis meses, abraçamos esse projeto, feito com tanta devoção e amor”. O trabalho voluntário inclui o desenvolvimento de peças gráficas, informativo e peças de divulgação. “Conhecendo o que a Cape tem feito por essas crianças, a gente se apaixona pelo projeto. É muito gratificante”. 
 
Diretor da Microminas Soluções em Informática, José Antônio Dias Oliveira, oferece suporte de web e oficinas de informática desde a fundação da Cape, em 2013. “Não meço esforços para ajudá-los. A gente contribui como pode, com o conhecimento que a gente tem”. Para o microempresário, a Cape ajuda pessoas de baixa renda que não têm condições de se manter na cidade para o tratamento contra o câncer. “Devia ter mais iniciativas como essa em Belo Horizonte”, diz. 
 
Outras empresas parceiras da Cape são a Silc Conservadora, Evaldo Rios Arquitetura, Gibran Gráfica, Jam Engenharia de Ar Condicionado, L Mercado, RC Fotografia, Web Consult, Emive Segurança Eletrônica, PHV Engenharia e Supermercados BH.
 
Atualmente, a Cape mantém vínculo com 32 crianças e de zero a seis anos de idade e com 14 adolescentes entre 12 e 18 anos. Acompanhados dos pais ou do responsável legal, os hóspedes contam com acompanhamento psicológico e social, capela, biblioteca, sala de informática, sala de cursos para os pais (bordado, artesanato, costura), sala de televisão, auditório, refeitório, lavanderia e também o transporte até os hospitais em que estiverem em tratamento.
 
A instituição foi criada em 2013 pela empresária Maria Lucia Clementino Nunes, que prefere ser designada como cozinheira. A Associação Dona Lucinha é a mantenedora responsável pela Cape, que recebeu o título de utilidade pública municipal em 2014. 
 
Com orçamento para 2015 estimado em R$ 1,8 milhão, a instituição funciona em um prédio de quatro andares no bairro São Luiz, na Pampulha.