As capivaras capturadas na noite desta terça-feira (30) estão em um cativeiro afastado no Parque Ecológico da Pampulha. De acordo com o veterinário da Equalis Ambiental, empresa contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte para realizar as capturas, Pablo Pezoa, foram presos um casal e quatro filhotes.

“Nós recolhemos amostra de sangue dos animais e dos carrapatos que encontramos neles. Serão feitos exames e se algum der positivo para a bactéria causadora da febre maculosa, vamos discutir com nossa equipe e com técnicos da secretaria de saúde sobre o que fazer”, disse.

Ele afirma que não há necessidade de sacrificar os animais saudáveis. Além de exames, as capivaras foram microchipadas para para controle. As capivaras são hospedeiras do carrapato-estrela, que transmite a bactéria da febre.

De acordo com Pablo, outros cinco animais devem ser capturados nos próximos dias na região do Museu de Arte da Pampulha. Cerca de 90, estão espalhadas no entorno do Parque Ecológico.

Atualmente, o método de captura é passivo, ou seja, tentar atrair os animais para a gaiola. Porém, não é descartado o uso do processo ativo. “Vamos a procura desses animais com projetor de dardos anestésicos. Elas desmaiam e nós as recolhemos”, explicou.

Porém, o veterinário afirma que mesmo após a captura das capivaras, os carrapatos podem sobreviver no ambiente em que elas estavam. De acordo com Pezoa, eles morrem naturalmente após alguns meses.

“Por isso, é importante que as pessoas que passem pelo local fiquem atentas às roupas e ao corpo para retirar os carrapatos. Os poucos positivos para a bactéria demoram cerca de 3 a 4 horas para fazer o efeito da febre maculosa”, afirmou.

Segundo o veterinário, recolher esse número de capivaras no segundo dia, foi algo dentro do esperado. “A captura é um processo de paciência e é difícil estimar um prazo. Esse número está dentro das expectativas”, afirmou.

Contrato

O contrato com a Equallis vigora até o fim de outubro. “Caso seja constatada a necessidade de prorrogar o processo, vamos também estender o contrato com a empresa”, afirmou o vice-prefeito da capital e secretário Municipal de Meio Ambiente, Délio Malheiros. O processo está orçado em R$ 182 mil.

Ele afirmou que a captura não foi apenas pelo fato de as capivaras serem hospedeiras do carrapato-estrela. Segundo Malheiros, esse ambiente não é adequado para esses animais.

“Algumas delas foram atropeladas e outras foram mortas. As capivaras também estão destruindo os jardins de Burle Marx do Museu, o que pode nos prejudicar pois o Complexo da Pampulha está concorrendo ao título de Patrimônio da Humanidade e temos recebido visitas frequentes para avaliação disso”, salientou Malheiros.

 

Confira galeria de fotos das capivaras capturadas: