Com 410 blocos de rua, que desfilaram 447 cortejos pela cidade, Belo Horizonte recebeu 4,3 milhões de foliões em 2019, de acordo com a prefeitura. O número ficou abaixo do estimado antes da festa pela PBH - 4,6 milhões, mas representa um aumento de 13% em relação a 2018.

Foram 204 mil turistas, 18% a mais que a festa anterior. O balanço da quantidade de pessoas que circularam nos blocos, palcos oficiais, escolas de samba e blocos caricatos foi divulgado na manhã desta terça-feira (12).

“Traz uma série de benefícios, porque o turista gasta com hotel, comida e transporte. É um desafio já que está Crescendo muito rápido e demanda 
Esforço e dedicação maiores para minimizar impactos”, afirma o presidente da Belotur Gilberto Castro.

A organização do Carnaval envolveu 40 órgãos das administrações municipal, estadual e federal, além de entes privados.

Expectativa

De acordo com o presidente da Belotur, a expectativa de 4,6 milhões divulgada antes da festa foi levantada com base nos crescimentos anteriores. Os 300 mil a menos não preocupam a prefeitura, garante. “Nosso esforço não é ser o maior, então não vemos como negativo. Trabalhamos com qualificação e melhorias de serviços”, afirma.

Gilberto explica que não investir em publicidade fora da cidade também tem relação com isso. “Acreditamos no crescimento orgânico para manter bom serviço. Não queremos que a festa tenha um ápice e depois desça ladeira abaixo. Queremos manter no topo o maior tempo possível”, diz.

O prefeito Alexandre Kalil, por sua vez, voltou a afirmar que espera novo recorde para o ano que vem. "Não adianta a gente querer falar que tipo de turismo vamos atrair. O poder público tem que proteger, limpar e organizar. Quem define o perfil da cidade é o povo, e foi quem deu o tom que interessa ao Carnaval e carregou a festa", disse. 

O chefe do executivo agradeceu os trabalhos das polícias Civil e Militar, assim como a atuação dos bombeiros, que segundo ele "prestaram junto com a prefeitura um serviço importante e grande para sucesso da festa", finalizou. 

Pesquisa

Conforme levantamento da própria prefeitura, 80% dos foliões que moram fora de BH tiveram expectativas superadas e outros 68,4% afirmam que o evento melhorou. Por isso, 88% deles têm intenção de voltar.

Os dados mostraram, ainda, que cada um dormiu, em média, 4,6 noites na cidade. O gasto médio dos foliões foi de R$ 179 por dia, deixando ao longo de todo feriado R$ 718 na cidade.

Além disso

Pelo menos 400 profissionais da saúde trabalharam durante a festa. Foram realizados mais de 1.300 atendimentos nos três postos médicos avançados, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e no hospital Metropolitano Odilon Behrens. A maioria dos atendimentos foram relacionados a intoxicação por excesso de bebidas alcoolicas, seguida por traumas variados. Dois milhões de camisinhas foram distribuídas no período. 

A quantidade de lixo recolhido, também aumentou. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) teve trabalhadores espalhados pela cidade 24 horas por dia. Foram recolhidas mais de 2.700 toneladas de lixo, 85% a mais que em 2018. Destas, 45 toneladas eram recicláveis. Além dos 1.256 garis, 130 catadores de material reciclado trabalharam durante a folia. 

A Secretaria Municipal de Regulação Urbana realizou pouco mais de 3.500 ações preventivas, instruindo comerciantes sobre a legislação. Ceca de 500 fiscais e agentes fizeram 400 apreensões de garrafas de vidro e de trabalhadores sem credenciais. 

 

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