O primeiro dia do Carnaval lotou as ruas da região central de Belo Horizonte. Desde o fim da madrugada de sábado (22), incontáveis blocos atraíram milhares de foliões para as principais vias do hipercentro. Mas ao cair da noite, quando boa parte dos bloquinhos já tinha dispersado, o som dos pandeiros e tamborins deu lugar a caixas de som despejando funk para aqueles que ainda mantinham a disposição.

As batidas vinham de caixinhas portáteis, daquelas que sempre fazem som ambiente nos vagões do metrô e nos coletivos. Mas teve quem quisesse mais potência com equipamentos mais robustos, montados em carrinhos de supermercado. Os foliões subiam e desciam as ruas no entorno da Praça 7, com seus trio elétricos improvisados.

Carrinho do Funk

 

Um desses “mestres de cerimônia” ambulantes chegou a mostrar seu equipamento, mas advertiu: “Pode filmar aí, oh do jornal, mas não me mostra não”, determinou o jovem, que também não quis se identificar. Questionado se o carrinho era pesado, ele disse que era tranquilo, que os amigos ajudavam a empurrar.

O carrinho de supermercado levava uma bateria, um módulo de potência e duas caixas, uma com alto falantes e outra com cornetas e tuíters. O equipamento estava ligado ao smartphone do jovem, que selecionava as melhores batidas. Por onde ele passava, a turma dançava enquanto o som estivesse perto.

Palco da Praça da Estação

Na Praça da Estação, um dos palcos do Carnaval, milhares de foliões se reuniram desde o meio da tarde para assistir a shows de gêneros musicias variados. No início da noite,  a chuva dispersou parcialmente a multidão.