Duas pessoas foram presas, no fim da noite de quinta-feira (23), em Contagem, na Grande BH, acusadas de manterem cinco pessoas trabalhando de forma "escrava". De acordo com a Polícia Militar (PM), as vítimas seriam travestis e teriam sido aliciadas em Aracajú, no Sergipe. Todas foram trazidas até Minas Gerais para se prostituírem. Um dos suspeitos teria participado do assassinato de um bombeiro.
 
No fim da noite, anonimamente uma pessoa acionou a PM dizendo que um morador da rua Piatã, na Vila São Mateus, teria dado fuga aos homens que mataram um bombeiro, em Esmeraldas, na Grande BH, na semana passada. Ao chegarem na residência denunciada, os militares encontraram cinco travestis. Eles revelaram aos policiais que foram aliciados em Sergipe por outro travesti, identificado como Graciano Caires Amâncio, de 29 anos, que havia prometido trabalho a todos. Porém, ao chegarem em Contagem, nada do que havia sido prometido foi cumprido.
 
De acordo com relato das vítimas, elas eram obrigadas a se prostituírem todos os dias, a pagarem a Graciano R$ 50 ao dia e tinham direito a apenas um refeição diária. Além disso, para não fugirem, homens armados vigiavam a casa e ameaçavam quem ousasse escapar. No imóvel, ainda foi localizado projéteis e drogas. Os travestis, de 17, 18, 22, 25 e 27, foram encaminhados para a delegacia, juntamente com Graciano e Elaine Cristina Etelvina de Almeida, 32, que o ajudava no esquema. Graciano negou ter participação na morte do bombeiro, mas na casa foi encontrado e apreendido um carro que teria sido usado pelos suspeitos para fugirem depois de praticarem o homicídio.