O primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil, confirmado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (10), reforça ainda mais a necessidade de manter os cuidados diários para barrar o vírus durante a pandemia. Para especialistas, a segunda contaminação pode ser ainda mais grave em alguns pacientes. Por isso, máscaras de proteção e a higienização constante das mãos devem seguir por todos, mesmo quem já teve a doença.

O alerta é reforçado devido à indefinição de quando começa a vacinação. “O fato de já ter contraído a doença não muda em nada os cuidados que devem ser tomados. Não sabemos quanto tempo a imunidade dura, isso depende de cada organismo. Por isso, ter tido o vírus não torna a pessoa um super-homem, ela continua correndo riscos e a prevenção continua sendo necessária”, afirma o infectologista Estevão Urbano, que integra o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da capital 

O especialista avaliou, ainda, que a reinfecção pode ser mais severa em algumas pessoas. "Além disso, já foi comprovado que não dá para garantir que, quem já teve, vai ficar imune por mais tempo ou por um período pequeno. Por via das dúvidas e pelos relatos, é preciso manter a proteção individual para proteger a si e aos outros".

Primeiro caso de reinfecção 

O primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no país trata-se de um profissional da área da saúde, de 37 anos, de Natal, no Rio Grande do Norte. Ele teria se infectado pelo coronavírus pela primeira vez em junho e se curou da doença.

Em Minas, a Secretaria de Estado de Saúde investiga 15 casos suspeitos. Os estudos são realizados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e regionais de saúde.

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