Nas últimas duas semanas, Minas teve um salto de 54% nos casos confirmados da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), doença rara que provoca febre alta e duradoura, além de pressão baixa e manchas pelo corpo de crianças e adolescentes. A enfermidade pode estar ligada à Covid-19.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), há 15 dias eram 11 registros no território mineiro. Hoje, são 17. Até o momento não há mortes.

Do total de vítimas, 12 receberam alta hospitalar. Atualmente, conforme o mais recente boletim epidemiológico, Minas tem 10 casos da SIM-P em investigação.

A SIM-P ainda está sendo estudada por cientistas de todo o mundo, mas as poucas informações disponíveis dão conta de os pacientes testaram positivo para o novo coronavírus.

Distribuição

De acordo com o governo, oito municípios têm confirmações da síndrome. Belo Horizonte lidera os registros, com oito casos atestados. Contagem (Grande BH) e Uberlândia (Triângulo) aparecem na sequência, com dois doentes cada. Betim, Montes Claros, Oliveira, São Gotardo e Sarzedo têm um paciente.

Das vítimas com a SIM-P, 58% têm até 4 anos. Crianças entre 5 e 9 anos representam 35% dos casos. O restante tem até 14 anos. Além disso, 65% são do sexo masculino e, 35%, feminino. O levantamento também revelou que 82% dos doentes não tinham outras enfermidades.

A síndrome, que surgiu com a pandemia do coronavírus, afeta vários órgãos das crianças e adolescentes. Os primeiros casos surgiram na Europa e América do Norte. Pais devem ficar atento e procurar socorro, caso os filhos apresentem os sintomas. Veja, abaixo, quais são eles, além das complicações e tratamento.

Síndrome inflamatória infantil ligada à Covid avança, desafia médicos e lança alerta aos pais
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