Os atendimentos de urgência e emergência do hospital Júlia Kubitschek, no Barreiro, em Belo Horizonte, ficaram suspensos na tarde desta quinta-feira (12), por causa de um paciente com suspeitas de sarampo. A informação foi confirmada pela assessoria da da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que administra a unidade. 

Segundo o hospital, as medidas para desinfecção e imunização das pessoas que estavam no local foram adotadas, segundo recomendação do Ministério da Saúde.

Ainda de acordo a Fhemig, o atendimento foi suspenso após a entrada de uma paciente, do sexo feminino, moradora de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “A paciente encontra-se em leito de isolamento e estável clinicamente. A Unidade de Emergência do hospital foi fechada temporariamente para limpeza do local e realização de busca dos contatos para vacinação. O caso já foi notificado à Secretaria Municipal de Saúde”, informou.

Santa Luzia

O pronto-atendimento do Hospital Madalena Parrilo Calixto, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, também precisou acionar nesta quinta-feira (12) os procedimentos de segurança em relação a casos de pacientes com suspeita de sarampo após uma criança de três anos dar entrada na unidade de saúde com sintomas da doença.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o setor foi interditado temporariamente para a realização da desinfecção do local e durante o cumprimento do protocolo, o fluxo de atendimento foi desviado para outra portaria.

A criança foi isolada e permanece internada em observação.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, desde o início de 2019, foram notificados 489 casos suspeitos de sarampo em 135 municípios. Desses, 183 foram descartados, 288 estão em investigação e 18 casos foram confirmados.

Dos 18 casos, quatro aconteceram no primeiro trimestre de 2019 e são residentes dos municípios de Belo Horizonte, Contagem e Betim.

Veja quem deve se vacinar contra a doença:

sarampo

Leia mais:
Minas já tem 18 confirmações de sarampo; 288 registros são investigados
Mesmo com ameaça de surto, mineiros ignoram a vacina contra o sarampo