Diante da decisão dos metroviários em aderirem à greve geral marcada para acontecer na próxima sexta-feira (14), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Belo Horizonte (CBTU-BH) anunciou nesta terça-feira (11) que já ajuizou uma Ação Cautelar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) para garantir uma escala mínima no dia do ato. A medida visa minimizar os efeitos junto aos usuários do metrô.

Agora, o órgão aguarda a resposta da Justiça. A decisão pela paralisação total dos serviços foi tomada durante assembleia dos trabalhadores nesta terça. Conforme a diretora do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro), Alda Lúcia Fernandes, a escala mínima exigida por lei, que mantém 30% das linhas de trem em operação, não seria cumprida. Ainda segundo ela, a greve é um manifesto contra a Reforma da Previdência, a falta de investimentos na CBTU e a possível privatização da empresa. 

"O anúncio de paralisação feito pelo Sindimetro-MG ocorre em meio a manifestações contrárias à Reforma da Previdência e não guarda relação com nenhuma negociação salarial específica em curso na CBTU.  A decisão dos metroviários mineiros já foi comunicada à Administração Central da Companhia Brasileira de Trens Urbanos", completou a companhia na nota em que anunciava a ação movida no TRT. 

Ainda de acordo com a CBTU, se confirmada a paralisação total do sistema, serão prejudicados cerca de 193 mil usuários diários das 19 estações do metrô da capital mineira.

Os trabalhadores foram convocados a participar da concentração do ato de sexta, que acontecerá na Praça da Estação. Após a greve de um dia, os trens voltarão a funcionar normalmente no sábado (15). 

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