A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Belo Horizonte informou que vai tomar todas as providências legais, em razão do não funcionamento do metrô da capital nesta sexta-feira (14), e adotará medidas internas para apurar a ação dos empregados que não se apresentaram em seus postos de trabalho.

A CBTU disse que obteve liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinando o funcionamento de 100% dos trens, no horário das 5h30 às 10h e das 16h às 20h, durante a paralisação, o que não ocorreu. Nesta sexta, o metrô não funcionou.  "A CBTU-Belo Horizonte manifesta sua consternação em face do descumprimento da ordem judicial, por parte do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais", comunicou por nota. 

A pauta principal da greve geral, segundo centrais sindicais, é manifestar contra a proposta do governo para a reforma da Previdência, mas também estão entre as reivindicações maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e protestar contra o contingenciamento na Educação.

Por meio de nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas da capital lamentou os reflexos negativos na economia municipal, "pois (o protesto) diminui o fluxo de consumidores, afetando o comércio e os serviços de nossa cidade. O movimento grevista também afeta o direito de ir e vir de comerciantes e lojistas, que são impedidos de exercer seu trabalho mesmo contra a sua vontade".

Escolas e centros de saúde aderem parcialmente à greve

Quem procurou atendimento médico nos centros de saúde de Belo Horizonte nesta sexta-feira (14) encontrou as unidades abertas, mas sem as presenças de médicos e enfermeiros.

Nas escolas municipais da capital, alguns professores também não apareceram para trabalhar e as crianças ficaram sob supervisão de funcionários de outras áreas. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Educação, das 323 escolas de ensinos infantil e fundamental administradas pela prefeitura, 109 estavam paradas, ou seja, 33,7%. Já o levantamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) indicou que 70% das escolas municipais não teriam tido aula nesta sexta.

Já um balanço da Secretaria de Estado de Educação apontou que 82,6% (3.620) escolas com funcionamento normal ou parcial nesta sexta-feira. 

Aderi à greve? Posso ser demitido?

A demissão por justa causa é considerada ilegal, segundo a advogada especialista em Direito Trabalhista Carolina De Caro, no que diz respeito ao movimento de greve desta sexta-feira (14).

Segundo ela, a lei é a mesma tanto para o concursado quando para quem é regido pela CLT. "O que que pode acontecer é uma advertência e o trabalhador pode ter o dia cortado", diz a advogada.

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