Até esta quarta-feira (12) a Cemig vai inspecionar casas e comércios dos bairros Sagrada Família, Horto e Santa Tereza em uma operação para combater fraudes, como gatos de energia, e inadimplência. A previsão é vistoriar cerca de 210 imóveis durante a operação que começou nesta segunda-feira (10). Segundo a Companhia, estão previstos 4.500 cortes de luz por falta de pagamento da fatura.

O objetivo é reveter o prejuízo anual de cerca de R$ 300 milhões que a Cemig tem com ligações irregulares e clandestinas. Desde o começo do ano passado até junho deste ano, já foram realizadas mais de 176 mil inspeções em toda a área de concessão da companhia.

Cerca de 23% das fraudes encontradas estavam em equipamentos de medição em unidades consumidoras de classe média a alta. Outras 36% das fraudes foram identificadas em unidades comerciais e industriais de grande consumo, como algumas academias de luxo localizadas em BH.

De acordo com o superintendente de Gestão da Receita da Distribuição da Cemig, Helton Diniz Ferreira, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da Cemig.

No caso de inadimplência, o consumidor tem a energia cortada imediatamente durante a inspeção. Caso seja confirmada alguma irregularidade pela Cemig, o titular da unidade consumidora pode responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa.

As ligações irregulares e clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção civil e manutenção predial. A população pode denunciar irregularidades pelo telefone 116. 

Leia mais:

Cemig vai realizar mutirão para inspecionar inadimplência e gatos em cidades mineiras
Academia de Lucas Pratto é flagrada pela terceira vez com 'gato' de energia
'Gatos' causam rombo de R$ 300 mi em Minas; 23% das ligações estão em casas de classe média e alta