A Companhia de Energia de Minas Gerais (Cemig) realizou um mutirão de inspeções em um dos maiores condomínios de Belo Horizonte, o Conjunto Governador Juscelino Kubistchek, que possui cerca de 1.100 unidades consumidoras. A ação tinha como objetivo recuperar receita e identificar possíveis situações irregulares e a empresa foi bem sucedida.

Foram idetificados 95 casos de suspeita de irregularidade em equipamentos de medição, que foram recolhidos e encaminhados para o laboratório da Cemig para perícia. Os proprietários das unidades consumidoras cujos equipamentos serão periciados vão ser comunicados do dia e horário para acompanhamento. 

Foram feitas também 130 intervenções de corte de energia em unidades com situação de inadimplência. "O trabalho já resultou no pagamento das faturas em atraso por parte de 78 clientes, que solicitaram a religação. Outros clientes também procuraram a empresa para negociar e o saldo da atuação da Cemig já é muito positivo", afirmou Marco Antônio de Almeida que é gerente de Gestão e Controle da Medição, das Perdas Comerciais e da Adimplência da Distribuição da Cemig.

Se confirmadas as irregularidades, os infratores podem responder criminalmente, já que essa intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão. Também é obrigação ressarcir toda energia furtada e não faturada em até 36 meses de forma retroativa. 

“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes e danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pela sobrecarga gerada pelo consumo irregular”, afirmou o gerente.

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