Belo Horizonte teve um festival de máscaras no queixo no primeiro dia de avanço da flexibilização social. Desrespeitando a lei, alguns moradores sequer utilizavam o equipamento de segurança, que é obrigatório nas vias e estabelecimentos da cidade. 

Nesta quinta-feira (6), quando a metrópole autorizou a reabertura dos shoppings, lojas e salões de beleza, o movimento de carros e pedestres na área Central foi intenso. Infrações às regras sanitárias para impedir a transmissão do novo coronavírus também foram frequentes. 

O distanciamento de dois metros não foi seguido por grupos de amigos e nem nas entradas de alguns estabelecimentos. Com as ruas lotadas, não é difícil esbarrar em pedestres que dividem a calçada. 

Com relação as máscaras, a Guarda Municipal garantiu que está fiscalizando o uso correto do equipamento e entregando gratuitamente para aqueles que não têm.

Aqueles que insistirem em desrespeitar a lei podem ser multado em R$ 100.

Monitoramento

Ao decretar a reabertura do comércio - alguns setores estavam fechados há 139 dias - , o prefeito Alexandre Kalil (PSD) garantiu que, se a população não respeitar as regras, vai voltar a fechar a cidade. “A pandemia não acabou”, frisou. “É muito importante: se BH entrar em festa, os números vão subir e não duvidem que o prefeito feche a cidade de novo”, disse.

Atualmente, conforme o mais recente levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), BH tem 621 mortes pelo novo coronavírus e 22.055 infectados. Hoje, a principal dificuldade do município para afrouxar as regras de isolamento  é a ocupação dos leitos de UTI. A lotação está em 79,4%. 

Dos leitos de enfermaria, a ocupação está em 59,4% e no índice amarelo, que é o intermediário.  A taxa de transmissão do vírus, hoje em 0,89, é a única no nível verde. Esse índice significa que cada pessoa infectada transmite a doença para menos de uma pessoa. 

Quarentena

O distanciamento social em BH foi recomendado no dia 18 de março e, dois dias depois, a prefeitura determinou o fechamento de todos os serviços considerados não essenciais. As lojas da capital permaneceram fechadas por 66 dias, quando no dia 25 de maio a metrópole deu início à primeira fase da flexibilização gradual do comércio.  

Contudo, por causa da explosão de casos e mortes pela Covid-19, em 29 de junho o prefeito Alexandre Kalil (PSD) voltou a caçar os alvarás dos estabelecimentos dos serviços considerados não essenciais. Desde então, a capital estava na fase 0 da flexibilização.

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