A quinta-feira (14) começou com trânsito parado em muitos pontos do Centro de Belo Horizonte. A véspera de feriado de Proclamação da República (15) aliada a manifestações de estudantes e ônibus com problema mecânico dificultam o tráfego na região, que é ponto de passagem para diversas outras áreas da cidade.

De acordo com o monitoramento ao vivo do sistema Waze, que é abastecido com informações de usuários que estão com o aplicativo ligado em carros ou ônibus em tempo real, ruas importantes do Centro seguem com trânsito lento ou parado, como mostram as marcações em vermelho no mapa. 

A 'sexta-feira antecipada', que é geralmente dia de trânsito geralmente mais cheio, já que as pessoas tiram os veículos de casa, ficou mais difícil com a véspera do feriadão.

Por volta de 12h20, um ônibus metropolitano com defeito passou a atrapalhar a circulação na trincheira da Rio Grande do Norte, deixando trânsito lento até a Afonso Pena.

Manifestações

De acordo com a BHTrans, as manifestações tiveram início às 9h, ocupando uma faixa de circulação da avenida Afonso Pena, na altura da Praça 7, no Centro. Além dela, outros dois grupos se mobilizaram, por volta das 9h40, na rua Rodrigues Caldas com Paracatu, próximo à Escola Municipal Marconi, no Santo Agostinho, Centro-Sul da capital; e na praça Afonso Arinos, no Centro.

Segundo a Polícia Militar, o grupo principal, na Praça 7, pede o passe livre estudantil no município. Ainda segundo os agentes, os manifestantes deixaram a praça, passaram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte e caminharam até a Câmara Municipal, no bairro Santa Efigênia, na região Leste. 

Por volta de 12h26, os manifestantes que se concentraram na Rodrigues Caldas com Paracatu chegaram à Praça 7. Tanto a empresa quanto a Polícia Militar não divulgam estimativas de público. 

Às 12h37, a BHTrans informou que as manifestações foram encerradas.

Retorno

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação (Smed) para entender quais os públicos têm direito à gratuidade do tranporte coletivo na capital e aguarda retorno. A Smed solicitou que a demanda fosse averiguada com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, mas os telefones não atendem.