Movimentos sociais, sindicais e a população de modo geral foram às ruas de Belo Horizonte defender o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Ao coro de "não vai ter golpe" e "fora Cunha", cerca de 5 mil manifestantes, segundo a Polícia Militar, foram em caminhada da praça Afonso Arinos até a praça 7.

O deputado estadual Rogério Corrêa (PT) em, seu discurso, disse que a mobilização é um recado do povo brasileiro.

"Precisamos avançar, e nao retroceder. A oposição tem que aceitar a derrota nas urnas e quem os derrotou foi Minas Gerais", disse, em referência ao maior número de votos da presidente Dilma no Estado nas eleições passadas, superando o senador Aécio Neves (PSDB), ex-governador de Minas.

A pedagoga Ana Helena disse que a manifestação ocorre em defesa da democracia. "Impeachment contra quem não cometeu crime algum é golpe. Muitos erros foram cometidos, mas não pela Dilma", disse.

Iracema Soares, professora, afirmou que o processo de impeachment da forma como ocorre é um desrespeito ao Brasil.
"Viemos para a rua para protestar contra essa falta de respeito e essa tentativa de retrocesso. Não há motivação para tirar a presidente", disse.

A mobilização foi encabeçada por entidades como CUT, MST, CTB e UNE. A PM ainda fez estimativa de público