Há quatro anos, quando o Chama o Síndico se reuniu pela primeira vez na Praça da Liberdade, não dava para imaginar a proporção que a festa ia ter dentro do até então tímido calendário carnavalesco de Belo Horizonte. Se na primeira edição, o bloco reuniu pouco mais de 3 mil pessoas, no ano passado foram mais de 20 mil foliões.

Nome citado entre os mais importantes bloquinhos da cidade, o Chama o Síndico nasceu em um momento de reflorescimento do carnaval de BH associado ao desejo de um grupo de amigos que queria sair pelas ruas homenageando os mestres Tim Maia e Jorge Ben Jor.

"Queríamos tocar as músicas de caras que influenciaram nossas formações musicais e acho que tomou o tamanho que tomou, justamente pelo apelo popular que eles têm. Quem não gosta de Tim e Ben, né!?", comenta Matheus Rocha, fundador do bloco.

Para ele, a cada ano o Chama o Síndico cresce exponencialmente porque as pessoas descobriram que o Carnaval em BH existe: "e isso não tem volta. Ficamos felizes com o que o bloco se tornou, é uma grande responsa, mas a alegria no final do bloco é compatível", garante

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Um valeu grandão a todo mundo que já deu a sua contribuição pra botar o síndico na rua. Valeeeeeeeu! Gabriel CastroRafael CoutoRicardo Augusto Lopes PereiraRenata BarrosPaulo Geraldo Rocha JuniorDaniela Ramos TorresCristina Machado LeãoJulia Prado VieiraCris BorgesDudu NoronhaSílvia AndradeDiego de Castro SoaresJackson Jessé Nonato PiresDaniel Iglesias e Silva BorgesKira RodriguesIsabela MonteiroGuilherme Dias de Oliveira MeloAlcova LibertinaDaniel Peron de AlmeidaLud IvoDiego PessoaBruna BizzottoRaquel Andreia FrancoMatheus RochaVitor ColaresCom vocês, chegamos em 4% no primeiro dia de campanha! Agora faltam 96%. Cada apoio é muito importante. Vem com o síndico! Contribua, compartilhe, ajudanóis: www.catarse.me/chamaosindico2016

Publicado por Chama o Síndico em Terça, 12 de janeiro de 2016

 

Na segunda-feira (12) o Chama o Síndico lançou uma campanha de financiamento coletivo para fazer do Carnaval 2016 do bloco uma folia ainda melhor para o público. 

"Já não conseguimos mais bancar a demanda de estrutura pra quantidade de gente esperada. Ao mesmo tempo, não gostaríamos de ver o nosso Carnaval perder sua essência, com a chegada de grandes empresas dominando a festa", explica Matheus.

As doações variam entre R$ 20 e R$ 2 mil. Além de contribuir com a festa, o folião é presenteado, a partir do valor investido, com adesivos, camisas, convite para bailes, oficina de percussão, serenata outros tantos mimos. Para participar do projeto clique aqui.

"Pra festa continuar sendo livre, popular e autônoma, o folião deve nos ajudar a fazê-la. Se blocos como o Síndico, a Alcova, o Brilha, o Pavão e as Baianas conseguirem se bancar com seus financiamentos coletivos (ou carna-festivos) estaremos todos (foliões e blocos) dando um recado sobre o Carnaval que queremos".

Segundo o fundador, o Síndico deve sair independente de conseguir o financiamento ou não. "A questão é como ele vai sair. Sem o dinheiro necessário, pode acontecer de termos um som que atenda 5 mil pessoas, quando teremos 30 mil na avenida. Difícil, né!? Então ajuda a gente pra bater a meta e fazer bonito!"

Perguntado sobre o que espera do Carnaval deste ano, ele não hesita em responder: "Quero ver pessoas vivendo experiências maravilhosas e (re)descobrindo a cidade. Bloco imensos fazendo a festa ao lado de blocos mínimos. Gente atrás de bloco no Centro, gente fazendo a alegria em ocupações na periferia. Em 2016 tudo vai ser diverso, plural e livre, como deve ser o Carnaval".

A gente torce mesmo pra que seja assim, Matheus.