Após duas manifestações em apoio ao ex-presidente Lula nesta sexta-feira (4) em BH, em resposta à 24ª etapa da operação "Lava Jato", uma ação em apoio à operação da PF e ao juiz Sérgio Moro estava prevista para a noite na praça da Liberdade, na região da Savassi. Mas a expectativa de manifestantes contrários ao governo da presidente Dilma foi por água abaixo. O ato não vingou e a praça ficou vazia. Apenas corredores e jovens ocupavam o espaço na Zona Sul da capital.

A reportagem do Hoje em Dia foi abordada por uma única manifestante, que venceu a chuva fina, mas constante, que caiu sobre a capital, e marcou presença para demonstrar sua indignação com o momento político do país.

Graziela Selmi, 64 anos, agricultora chegou municiada de bandeira e apito na intenção de comemorar a convocação coercitiva do ex-presidente Lula para depor.

Segundo ela, algumas poucas pessoas chegaram a ir à praça, mas a ausência de quórum os desanimou. "Vim para lançar a minha bandeira contra a Dilma e Lula e a falta de caráter e de ética", disse.
 
A agricultora acredita que as manifestações marcadas para o próximo domingo (13) e a chuva devem ter contribuído para a ausência de outras pessoas.

Contudo, a crítica do atual governo, ela acredita que cada passo deve ser comemorado e, em sua avaliação, vários são os motivos para isso.

Nessa quinta-feira o senador e ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, teve declarações dadas sob regime de delação premiada divulgadas pela revista IstoÉ, implicando diretamente Dilma e Lula em esquemas investigados pela Lava-Jato.