Chuva faz dengue disparar 94% em apenas cinco dias em Minas

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
26/01/2022 às 19:24.
Atualizado em 30/01/2022 às 01:06
 (Pixabay)

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Após as fortes chuvas que devastaram centenas de municípios mineiros, a população enfrenta agora o risco da dengue. Em apenas cinco dias, os casos da doença quase dobraram. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Em 20 de janeiro, foram 178 notificações da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Nessa terça-feira (25), o número subiu para 347, um aumento de 94%.

Em relação à chikungunya, transmitida pelo mesmo vetor, o alerta pode ser ainda maior. Há uma semana, apenas uma pessoa estava doente. Agora são 4. O Estado também informou que houve alta dos "casos prováveis (soma dos registros confirmados e suspeitos)". O número passou de 27 para 79, aumento de 192%.

Com relação à zika, são seis casos prováveis. Até o momento, não há registros de óbitos por dengue, chikungunya ou zika.

Prevenção
Para combater as doenças, as medidas são as mesmas e consistem basicamente em eliminar os criadouros do mosquito, especialmente onde há retenção de água da chuva, como ralos, calhas, vasos de plantas e pneus.

Coordenadora estadual de Vigilância das Arboviroses da SES, Daniele Capistrano orienta que sejam verificados outros recipientes acumuladores de água, como os vasilhames de alimentos dos animais de estimação.

"As pessoas pensam que basta trocar a água desses recipientes, mas isso não é suficiente. É preciso lavar com água e sabão. A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede desses vasilhames, onde ficam aderidos à superfície. Com a água colocada ali, os ovos podem eclodir e temos o início do ciclo até a fase do mosquito adulto", explica.

Considerando que o ciclo de vida do Aedes tem duração média de sete dias, a especialista recomenda que a limpeza seja feita, pelo menos, duas vezes na semana.

Daniele Capistrano reforça a necessidade de a população colaborar para evitar a proliferação da dengue, chikungunya e zika. Segundo ela, "o mosquito não respeita fronteira". Mesmo que uma pessoa elimine os pontos de água parada em sua residência, é necessário que todos os vizinhos façam o mesmo. "Quero pedir o apoio da população, para cada um fazer sua parte e a gente conseguir conter o avanço do número de casos dessas doenças", insiste.Divulgação / SES MG 

Vasilhames de animais devem ser lavados com água e sabão pelo menos duas vezes por semana

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