Ciclistas liderados por Rogério Pacheco, que tradicionalmente fazem o circuito da ciclofaixa da avenida Otacílio Negrão de Lima, na Pampulha, farão neste sábado (29), a partir das 9 horas, uma manifestação no local contra o que chamam de “engessamento da pista” por parte da prefeitura, via BHTrans.

Os ciclistas, segundo Pacheco, discordam da iniciativa. Eles preferem que a pista seja demarcada com cones e não como quer a BHTrans, que implanta no local uma ciclovia segregada por prismas de concreto.

A BHTrans, por meio de sua assessoria de imprensa, preferiu não comentar nada a respeito. Quer esperar primeiro a manifestação para explicar as suas razões. A obra custará R$ 1,2 milhão.

Conforme Pacheco, a manifestação terá caráter pacífico. “Mas estaremos reivindicando os nossos direitos”, adiantou. Ele acredita que os blocos de concreto, chamados de prismas, separando os veículos dos ciclistas, com mão e contramão, representarão um risco, “porque todos já estão acostumados há muito tempo em fazer o circuito no sentido horário”.


Perigo

Segundo Pacheco, a prática do ciclismo na Lagoa da Pampulha foi implantada antes mesmo dos monumentos ali existentes e do próprio Mineirão. O espaço é usado por ciclistas amadores e profissionais. Até mesmo quem tem o costume de circular de carro pela entorno da lagoa, segundo ele, está acostumado com os ciclistas. A mudança, mesmo com a ampliação do espaço, mas da forma como a BHTrans pretende, poderá causar uma série de acidentes dentro e fora da pista.

Os ciclistas querem, portanto, não uma ciclovia, mas um ciclofaixa, em sentido único, e, aos domingos, demarcada com cones, que são móveis. Assim, ele acredita que assim seria muito mais seguro para todos compartilharem o espaço.

Leia mais na Edição Digital.