Municípios mineiros com estoque zerado da Astrazeneca, e com a aplicação da segunda dose em atraso, poderão aplicar a Pfizer para completar o esquema vacinal das pessoas contra a Covid-19. 

A medida, no entanto, só será autorizada caso o Estado observe um risco na campanha de imunização da cidade. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, nesta quinta-feira (23).

“Mas o Estado não utiliza isso como padrão. Então, há uma possibilidade, mas não é um cenário que nos preocupa, porque a maior parte dos municípios guardou a segunda dose como a recomendação”, disse. 

Ainda segundo o titular da pasta, é preciso que idosos e imunossuprimidos, assim como adolescentes - em especial os com comorbidades - tenham preferência na vacinação com a Pfizer. 

“Lembrando que, se aumentar um pouco o intervalo da AstraZeneca, não haverá perda da eficácia. E se a gente utiliza a Pfizer, tira oportunidade de fazer o  reforço de um público mais vulnerável, além da vacinação de adolescentes”, concluiu. 

Chegada de novas doses

O atual cenário com falta de doses, no entanto, deve ser normalizado em breve. Ainda durante a coletiva desta quinta, o secretário de Saúde informou que Minas deve receber mais 88 mil unidades de AstraZeneca nos próximos dias. 

“Há uma previsão de recebermos 630 mil doses, sendo AstraZeneca para a segunda aplicação e o restante da Pfizer. Então, com a vacina que deve chegar logo, é questão de tempo para que isso se acomode”, concluiu. 

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