Apenas 20% das crianças do grupo prioritário receberam a vacina pediátrica contra Covid-19 em BH

Luiz Augusto Barros
@luizaugbarros
20/01/2022 às 08:20.
Atualizado em 21/01/2022 às 12:16
 (Lucas Prates / Hoje em Dia)

(Lucas Prates / Hoje em Dia)

Apenas duas em cada 10 crianças de 5 a 11 anos, com comorbidades, deficiência permanente, indígenas ou quilombolas foram vacinadas contra a Covid-19 em Belo Horizonte. Com a baixa procura, a Prefeitura até mudou a estratégia na tentativa de aumentar a cobertura, triplicando o número de escolas que aplicarão a proteção.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), do público-alvo de 13,5 mil crianças, somente 3 mil foram imunizadas contra a doença – cerca de 20%. Diante da baixa procura, a Prefeitura vai realizar repescagem para o grupo nesta semana. Além disso, para não perder as doses, convocou os jovens de 11 anos sem doenças crônicas para receberem a injeção nesta quinta-feira.

O diretor de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da SMSA, Paulo Roberto Correa, reafirma a segurança do imunizante pediátrico. Segundo ele, nenhum caso de efeito colateral em relação à Pfizer foi notificado na cidade. Além disso, o especialista lembra a importância de proteger os pequenos, considerados hoje um dos principais transmissores do vírus. “Apesar de adoecerem pouco e terem poucos sintomas, podem transmitir para outras pessoas”, afirma.

Para manter a segurança das crianças na hora da vacinação, evitando o contato direto com pacientes que apresentam sintomas respiratórios nas unidades de saúde, a PBH tem aplicado a dose pediátrica em escolas. Nessa quarta-feira, a administração ampliou o número de instituições que participam da campanha, saindo de nove para 27. 

Nesses locais, que funcionam das 9h às 17h, também será feita a repescagem para crianças com comorbidades na quinta e na sexta. Já a vacinação dos acamados ou com mobilidade reduzida segue sendo feita por equipes volantes da SMSA.

Para se vacinar, as crianças devem estar acompanhadas de pais ou responsáveis e apresentar identidade ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de endereço e cartão de vacina.

Caso seja levada por outra pessoa, há a necessidade de apresentar o termo de autorização disponibilizado no portal da Prefeitura, devidamente preenchido e assinado pelos tutores.

Indicadores
Outro problema que agrava a necessidade de imunização é o aumento dos casos de coronavírus em decorrência da circulação da variante Ômicron. Em BH, 89% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dedicadas ao tratamento da Covid estão ocupados. Nas enfermarias, 74,5% das vagas estão em utilização. Os dois indicadores estão no nível vermelho de atenção, considerado o de maior risco.

“As crianças adoecem também, demandam internação, tanto é que nós temos um aumento na internação de crianças com quadros respiratórios. Nem todos são por Covid, mas também tem criança internando por Covid. Isso nos preocupa muito”, afirma Paulo Roberto Correa.

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