Criado como um pedido, transformado em homenagem, o Volta Belchior, de história recente, mas já marcante, no Carnaval de Belo Horizonte, fez de um dos cruzamentos mais famosos da Zona Leste de Belo Horizonte um reduto de alegria de quem luta por "amar e mudar as coisas".

 

O tom político dominou o início do bloco, que teve segurança do MST e posicionamento forte contra a proibição do desfile dos carros de som de vários blocos, inclusive do Volta Belchior. A organização teve, inclusive, de buscar um trio em Campo Grande para garantir o desfile.

Firme na causa, mas sem ser atingida por ela, pois desfila no chão, a bateria Alucinação, com 108 pessoas, enfrenta o desafio de adaptar às músicas de Belchior ao ritmo de Carnaval.

Laiza Lamara é regente da bateria participa desse processo, que está sempre em criação. "A alegria ajuda demais no momento de definir arranjos. E assim vem sendo, com mudanças a cada ano, mas sem perder a essência".

laizalamara

Regente da bateria da agremiação que homenageia o "maior filósofo da MPB", Laiza Lamara procura fazer um trabalho que "mantenha a essência" do bloco

 

Regente da bateria da agremiação que homenageia o "maior filósofo da MPB", Laiza Lamara procura fazer um trabalho que "mantenha a essência" do bloco

 

E, apesar do calor provocado por um sol para cada um, o Volta Belchior, neste sábado de Carnaval, foi uma espécie de analista para milhares de senhoras, senhores, crianças, moças e rapazes latino-americanos que provaram na Andradas com Silviano Brandão que o Carnaval de Belo Horizonte está mais vivo do que nunca.