Após divulgação de um vídeo com imagens de uma cadela sendo agredida, a Polícia Civil resgatou o animal, na manhã desta quinta-feira (27), no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte. A cadela foi salva dois dias depois da viralização das imagens.

O vídeo divulgado pela estudante Lorena Duque ganhou as redes sociais e causou indignação. Nas imagens é possível ver uma mulher jogando água e agredindo o animal de estimação com uma sandália. 

Na tarde dessa quarta-feira (26), foram feitas as primeiras tentativas da PC para entrar na casa e conversar com a suspeita, mas ela não quis receber os policiais. Nesta quinta, os agentes, então, conseguiram entrar, cumprindo mandado de busca e apreensão. 

Toda ação foi registrada em vídeo pela Polícia Civil. Os agentes tiveram que pular o muro, pegar a cadelinha, colocá-la dentro da caixa de segurança e depois passá-la por cima do muro de novo para os policiais que ficaram do lado de fora.  Confira:

De acordo com a assessoria do deputado estadual Fred Costa (Patriotas), que participou do resgate, foram feitas tentativas de conversar com familiares da suspeita de agressão, mas sem sucesso. Uma das irmãs da mulher teria alegado apenas que ela sofre de transtornos mentais. 

Agora, ficará a cargo da Polícia Civil o encaminhamento do animal. A corporação foi procurada para esclarecer os próximos passos, mas ainda não retornou o contato.

Entenda

O vídeo da cadelinha sendo agredida foi feito por amiga de Lorena Duque, de 18 anos, que é vizinha da suspeita e resolveu publicar as imagens em uma rede social e ligar para os órgãos de segurança pública. 

A jovem que fez o registro teria pedido à suspeita que parasse com as agressões. "'A cachorra é minha. Você não tem nada a ver com isso'", teria dito, segundo Lorena. 

Na terça-feira (25), a PM foi ao local por volta das 16h45 para registrar o boletim de ocorrência, mas não foi autorizada pela mulher a entrar na casa. A PM então solicitou o acompanhamento da assistência social e ainda um mandado de busca e apreensão para entrada na casa. 

Além disso, o caso foi encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE), para a Zoonoses da capital e para a Delegacia de Crimes contra a Fauna, da Polícia Civil.

(Com Anderson Rocha)

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