Uma confusão em um posto de combustíveis no bairro Sion, região Centro-Sul de Belo Horizonte, terminou com um casal esfaqueado na noite desse domingo (6). O caso começou após o homem, de 52 anos, e a mulher, de 36, bastante embriagados, segundo a Polícia Militar, começarem a xingar um menino de 12 anos que assistia televisão em um bar no local.

Conforme informações da PM, durante patrulhamento na região, os militares foram chamados por um frentista de 28 anos porque o casal estava agredindo verbalmente a criança, chamando-a de morador de rua e gritando vários palavrões contra ela sem motivo aparente. O frentista, então, foi até os dois e perguntou porque eles estavam agindo assim com o menino, pergunta que eles teriam respondido com mais xingamentos e dizendo que não tinham nada para falar com o frentista.

O menino, segundo o rapaz, teria saído chorando do local e foi encontrar a mãe, que estava no supermercado. Ao saber do ocorrido, ela foi até o casal para dizer que o garoto não estava sozinho e que ele tinha mãe, sendo também xingada pelos dois com palavrões. A PM perguntou à mulher se ela queria tomar alguma providência contra o casal, mas ela dispensou.

Pouco antes de deixarem o bar e o posto para continuarem o patrulhamento, os miliares foram abordados por um outro rapaz, de 23 anos, que relatou também ter sido agredido pela suspeita com uma capa térmica de cerveja, além de xingamentos. A vítima também optou por não seguir com nenhuma providência e os envolvidos foram orientados a chamarem a PM novamente se o casal voltasse a importunar e agredir os presentes.

Facadas

As facadas aconteceram após a saída dos policiais, que minutos depois foram acionados de volta pelo 190, em uma denúncia que relatava que um casal havia sido esfaqueado no posto. Ao chegarem lá, os miltares encontraram a mulher com um ferimento no seio e o homem com um golpe na barriga e outro na perna direita. Os dois foram encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Segundo o frentista de 28 anos, suspeito de ser o autor das facadas, a agressão foi em legítima defesa e sua versão foi confirmada e defendida por todas as testemunhas no local. À PM, ele relatou que após a saída dos militares, a mulher foi atrás dele enquanto ele trabalhava abastecendo um veículo e começou a xingá-lo, dizendo que não tinha medo dele e era prima de um chefe do tráfico. De longe, o companheiro dela fazia sinais ameaçadores para o frentista.

Ele conta ter ignorado as provocações, mas disse que a mulher insistiu e chegou a empurrar o companheiro para cima dele. Para se defender, o rapaz empurrou o homem e virou as costas, quando encontrou uma faca de serra em cima de uma mesa e a usou para ameaçar os dois, pedindo que eles não se aproximassem.

Segundo a PM, o frentista afirma não se lembrar de mais nada após as ameaças, porque teria sido golpeado por trás com uma chave de pescoço que o deixou desacordado. Ele conta que quando acordou é que ficou sabendo que o casal foi esfaqueado.

O rapaz foi conduzido à Central de Flagrantes para prestar depoimento e liberado em seguida. O casal deve ser ouvido após deixar o hospital, segundo a PM. Todas as testemunhas confirmaram a versão do frentista e se prontificaram a darem seu relato sobre o caso.