É falsa a corrente que circula pelas redes sociais alertando sobre a possibilidade de desabastecimento em alguns bairros de Belo Horizonte. A apreensão dos moradores surgiu quando o rio Paraopeba foi atingido por rejeitos da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, que se rompeu na última sexta-feira (25). 

Contudo, em nota publicada em seu site oficial, a Copasa negou que exista a possibilidade de desabastecimento pela falta de captação do sistema Paraopeba. A companhia informou que as comportas da unidade foram imediatamente fechadas após a notícia do rompimento da barragem como forma de preservar as instalações da captação. 

Apesar de não captar mais água do sistema alimentado pelo rio Paraopeba, a Copasa afirmou que está mantendo o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte com os reservatórios do rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores, que, junto com o Rio das Velhas, são suficientes para garantir a normalidade do abastecimento para a população da região.

Ainda segundo a companhia, "o volume atualmente armazenado nas represas, 198 milhões de m3, garante o suprimento regular de água para a população durante os próximos períodos de estiagem 2019/2020". Confira a nota da Copasa na íntegra:

"Imediatamente após a notícia do rompimento da barragem de mineração da Mina do Feijão, operada pela empresa Vale, na última sexta-feira (25/1), a Copasa fechou as comportas da unidade de captação de água no rio Paraopeba, construída em 2015. Essa foi uma ação preventiva para preservação das instalações daquela captação.

A operação dessa captação, desde a sua implantação até o dia do rompimento, permitiu a recuperação dos níveis de água nos reservatórios do rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores. Esses reservatórios, juntamente com a captação do Rio das Velhas, têm suficiência para a continuidade e a normalidade do abastecimento de água para a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nenhuma dessas fontes de água foi afetada pelo acidente e todas operam em condições normais.

O volume atualmente armazenado nas represas, 198 milhões de m3, garante o suprimento regular de água para a população durante os próximos períodos de estiagem 2019/2020".


Leia mais:
Equipes de resgate localizam pelo menos 15 corpos perto de segundo ônibus encontrado sob a lama
CVM registra novos processos contra a mineradora Vale
Vale responderá a ações coletivas nos EUA por tragédia em Brumadinho