A Defesa Civil de Belo Horizonte realizou na manhã deste sábado (21) um simulado contra risco de inundação na avenida Vilarinho (região Norte), abrindo a série da nova etapa de treinamentos preventivos nas nove áreas consideradas como críticas na capital.

"Belo Horizonte tem nove pontos críticos. Iremos fazer o simulado em todos", informou o coronel Waldir Vieira, subsecretário de Proteção e Defesa Civil.

Na prática, o simulado é o fechamento ao trânsito de ruas e avenidas passíveis de alagamentos. No caso da Vilarinho, em caso de chuva forte, o asfalto é tomado pela água em razão do encontro de dois córregos que passam debaixo da via, o Vilarinho e o Nado.

Foi lá que, em novembro de 2018, quatro pessoas perderam a vida durante tempestades. Entre as vítimas, uma mulher que tinha 40 anos e a filha, de 6. Os corpos foram encontrados abraçados. A mãe segurava um terço.

As outras oito áreas críticas, onde ocorrerão simulados em datas a serem definidas pela Defesa Civil, são nas avenidas Tereza Cristina (Barreiro), Francisco Sá (Prado), Prudente de Moraes (Cidade Jardim), Silviano Brandão (esquina com rua Pitangui, no Sagrada Família), Silva Lobo (encontro com a Barão Homem de Melo, no Nova Granada), Sebastião de Brito (esquina com Cristiano Machado, no Jaraguá) e Cristiano Machado (Primeiro de Maio).

Na última quinta-feira, a prefeitura anunciou um plano de obras na tentativa de o problema das enchentes na Vilarinho. O empreendimento está previsto para ser concluído daqui a seis anos. 

Segundo a Defesa Civil, "o projeto foi dividido em três etapas, classificadas como TR (tempo de referência) 10 anos (projetado para chuva com ocorrência a cada década), TR 25 anos (para precipitações que ocorrem a cada 25 anos) e TR 50 anos (capaz de suportar volume de água de cerca de 100 milímetros de chuva, índice parecido com a chuva que caiu em BH em 15 de novembro do ano passado quando quatro pessoas morreram em Venda Nova)".