Divinópolis registra 30 terremotos em 20 dias; abalos são normais, diz USP

João Paulo Martins
joao.oliveira@hojeemdia.com.br
22/01/2022 às 09:00.
Atualizado em 26/01/2022 às 00:12
 (Divulgação/ Prefeitura de Divninópolis)

(Divulgação/ Prefeitura de Divninópolis)


Entre 10 e 20 de Janeiro (até as 8h), 30 tremores de terra foram registrados em Divinópolis, região Centro-Oeste de Minas. Os terremotos, de pequena intensidade, foram detectados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira e da Rede Sismográfica da mineradora Vale no Quadrilátero Ferrífero mineiro.

As magnitudes variam entre três pontos na escala Richter e (em 10 de janeiro) a 1,6 (veja tabela no final da matéria). Para efeito de comparação, a escala Richter, que vai de zero a 10, indica que um tremor entre dois e quatro é sentido como um veículo grande e pesado passando na rua.

Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), os epicentros dos abalos em Divinópolis estão próximos ao bairro Candidés, na região nordeste da cidade, sem danos comprovados. Mais de 500 relatos da população foram enviados à universidade, o que permitiu estimar a localização do epicentro.

"Esses tremores ocorreram numa região de Minas Gerais, em torno de Belo Horizonte, com um longo histórico de sismos no passado. Não há razão para acreditar que não se trate de atividade sísmica natural, sem relação com atividade exploratório de pedreiras, ou com enchimento rápido do reservatório de Gafanhoto", explica o Centro de Sismologia da USP.

A entidade também explica que é pouco provável que os tremores estejam ligados às chuvas intensas de janeiro, além, de ser algo "muito difícil de comprovar". "O padrão de tremores ocorrendo durante vários dias ('enxame' de sismos) não é incomum", diz a USP.

O Centro de Sismologia lembra que terremotos de magnitude três são muito comuns no Brasil e em Minas Gerais. "O estado já presenciou sismos de magnitudes bem maiores, como os de São Francisco de 1931 e o de Itacarambi de 2007, no norte do estado, ambos com magnitudes 4,9", lembra a instituição.

A USP diz que abalos sísmicos naturais são totalmente imprevisíveis e não é possível saber até quando a atividade continuará, se as magnitudes vão diminuir ou se vão aumentar.IAG / USP / Divulgação

Lista de ocorrências de abalos sísmicos no Brasil entre 10 e 20 de janeiro

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