"Abram alas para o rei”. Assim o rapper mineiro Djonga foi recebido no palco montado na Praça da Estação para o encerramento da Virada Cultural 2019. Com apenas 24 anos, Djonga, que já se apresenta como um dos principais nomes do rap nacional, foi recebido por uma milhares de pessoas que tomaram a praça no início da noite deste domingo (21). 

A organização da Virada não divulgou o público presente. Entretanto, o tenente Abílio de Moua, do 1º Batalhão da Polícia Militar que estava responsável pela dispersão do evento, garantiu que o público "superou a expectativa" com cerca de 40 mil pessoas. O perfil do público foi composto, em grande maioria, por jovens que aguardaram com ansiedade pelo show do cantor. 

E a espera parece ter valido a pena. A cada música entoada pelo rapper, o público acompanhou com a letra na ponta da língua e iluminou a praça com as luzes dos celulares. A apresentação foi embalado por antigos sucessos, mas, também, pelas novas composições do disco "Ladrão" e discursos contra o racismo e exaltando a vida nos aglomerados

A técnica em eletrônica Izabela Gulhães, de 30 anos, acompanhou diversos shows na Virada Cultural, inclusive de Daniela Mercury e Marcelo Veronez. Todavia, a grande expectativa ficou por conta da apresentação de Djonga. “Os shows que vi foram excelentes, principalmente o do Veronez. Agora é fechar bem com o Djonga”, contou. 

‘Respeita quem pôde chegar onde a gente chegou’

Djonga abriu o show com um dos versos marcantes de sua carreira: “Respeita quem pôde chegar onde a gente chegou”, da mùsica "Mlk 4TR3V1D0". O rapper agradeceu diversas vezes pelo carinho do público. “Eu sou dessa cidade. Moro na zona Leste. Tamo sempre por aí, tomando cerveja, fazendo arte. Eu nunca vou sair daqui, porque quando faço show na minha cidade todo mundo vem me ver”, disse ao microfone. 

Em alguns momentos houve manifestações populares contra o presidente Jair Bolsonaro. O rapper não se posicionou, mas brincou: “parece que vocês não gostam muito desse homem aí que vocês estão falando o nome”. 

Liderados pela avó, os familiares de Djonga estiveram com ele no camarote e assistiram ao show em um espaço separado do público.

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