Uma das monitoras vítimas da queda da árvore no Tauá Resort Caeté, na Grande BH, na última segunda-feira (3), recebeu alta nesta quarta-feira (5) do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. A outra vítima, também monitora do hotel, está internada em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da mesma instituição, segundo último boletim divulgado pelo hospital.

O acidente aconteceu na manhã dessa segunda-feira e, além das monitoras, deixou duas meninas de dez anos feridas. As crianças são alunas do Colégio Nossa Senhora das Dores, em Itabira, na região Central de Minas Gerais, e estavam no resort com os colegas de turma para comemorar o encerramento do 5º ano do Ensino Fundamental, no qual estão matriculadas.

Luciene Alvarenga, diretora da escola, contou que as meninas estão sendo assistidas em hospitais particulares de Belo Horizonte. Uma delas, internada no hospital Vila da Serra, está no bloco cirúrgico e vai passar por uma cirurgia na tarde desta quarta (5) para tratar uma fratura no fêmur e um deslocamento na coluna.

A outra criança foi transferida para o hospital Materdei e sofreu um traumatismo cranioencefálico. "Conversei com a família pela manhã e ela deve passar por uma série de exames agora durante a tarde, mas nenhuma das equipes, do João XXIII e do Materdei, vê necessidade de cirurgia imediata, então ela continua em observação", contou a diretora.

Procurado, o hotel afirmou, em nota, que "a empresa continua oferecendo toda assistência necessária às vítimas e respectivas famílias".

Acidente

Quatro pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças, após serem atingidas por uma árvore dentro do Tauá Resort em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na última segunda-feira (3).

Na parte da manhã, choveu bastante e os alunos brincaram em espaços cobertos. Quando a chuva deu uma trégua, eles foram brincar na área da piscina, acompanhados de quatro professoras e monitores do hotel. A árvore que caiu ficava ao lado da piscina. No momento, não chovia nem ventava, de acordo com a diretora Luciene Alvarenga.

“Fomos assistidos prontamente pela equipe do Tauá. A preocupação principal era com a aluna que tinha um sangramento na cabeça. O primeiro atendimento foi feito pelos funcionários e, depois, chegaram os bombeiros”, conta a diretora. “Fizemos os contatos com as famílias, uma funcionária da escola foi para Belo Horizonte com os pais e depois a psicóloga da escola também seguiu para a capital, para acompanhá-los”.

Inicialmente, as vítimas foram encaminhadas para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, mas somente as monitoras permaneceram lá. As crianças foram transferidas pelas famílias para hospitais particulares de BH.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que investigadores e peritos estiveram no Tauá para verificar as circunstâncias da queda da árvore.

De acordo com a assessoria do Grupo Tauá, toda assistência necessária continua sendo dada aos feridos e suas famílias. A empresa diz ainda que a árvore estaria saudável, segundo informações preliminares.