Três pessoas foram presas nesta terça-feira (13) suspeitas de matarem a facadas e depois incendiarem o corpo de um empresário de 64 anos no Barreiro. O crime, cometido no dia 29 de julho deste ano, é investigado como latrocínio pela Polícia Civil, mas os suspeitos dizem que assassinaram a vítima porque ela havia estuprado uma mulher, de 22 anos, que teria tido participação no crime, desde quando ela tinha 13 anos.

“A sociedade está dizendo que o cara era bonzinho demais e que não merecia morrer. Ninguém quer morrer, ninguém merece morrer. Mas todo mundo vai morrer um dia. Ele era bonzinho para toda a sociedade, mas para mim, ele foi um monstro”, disse um dos assassinos, um agricultor de 27 anos. Ele confessou o crime, mas negou o latrocínio, dizendo que não se interessava por nenhum bem do empresário, que teve o carro e cerca de R$ 1.800 roubados pelos criminosos.

Dono de um sacolão na Vila Pinho, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, o empresário era gestor de um projeto social, envolvendo o Clube Novos Horizontes, uma escolinha de futebol no bairro Citrolândia, em Betim, na região metropolitana da capital. No último dia 29, ele saiu de casa para ir ao projeto e, desde então, a família vinham fazendo apelos nas redes sociais em busca do paradeiro dele.

A suspeita de latrocínio foi levantada pela Polícia um dia após o desaparecimento. No dia 30 de julho, um corpo foi encontrado carbonizado na Estrada das Carretas, numa região conhecida como Fecho do Funil, em São Joaquim de Bicas, cidade da região metropolitana que faz divisa com o bairro Citrolândia, onde a escolinha da vítima funcionava.

Segundo o delegado Márcio Nabak, chefe do Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil, o que sustenta a hipótese levantada pelos investigadores é que a vítima estava com R$ 1.800 de aluguéis que havia recebido. O carro do empresário foi encontrado no local onde os suspeito foram presos, com a placa clonada.

"A suspeita da polícia é que foi algo já planejado no sentido de realmente roubá-lo, porque naquele dia ele havia recolhido uma certa importância em dinheiro de aluguéis que ele tem", afirmou.

Impulso

Além do agricultor, que confessou o assassinato, foram presos a irmã dele, de 22 anos, e o companheiro dela, de 27 anos. Os três estavam em um assentamento rural em São Joaquim de Bicas.

Apesar de a polícia dizer que os assassinos atraíram o empresário para o local do crime, onde ele foi morto a facadas, o trio diz que o crime não foi premeditado, e que foi cometido por impulso.

"O homicídio eu assumo, até debaixo d´água. Estão me taxando como monstro, mas não conhecem o monstro que ele é. Eu conheci o lado monstro dele e finalizei" 

Já a mulher confirmou que era estuprada pelo homem desde que ela tinha 13 anos, mas não detalhou os abusos. O agricultor disse que não chamou a polícia porque quis resolver "como homem" a situação. "Estou deixando claro que eu assumo o que fiz. A perícia vai mostrar que não havia nenhuma droga, dinheiro, carro comigo. Não roubei ninguém. Matei e mataria de novo, porque ele é um monstro", afirmou.

Os três suspeitos irão responder por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. 

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