As regiões de Venda Nova, Barreiro e Leste acendem um alerta para a dengue em Belo Horizonte. Todas elas apresentaram índice de infestação larvária de risco médio, em março, no Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa, feita pela Secretaria Municipal de Saúde, identifica as áreas da cidade com maior ocorrência de focos do mosquito.

A cada 100 imóveis em Venda Nova, na capital mineira, dois apresentaram larvas do Aedes aegypti no último mês. A região teve índice 2. As regionais Barreiro e Leste também apresentaram indicadores na mesma categoria: de 1,5 e 1,1, respectivamente. 

Para evitar epidemias, o índice de infestação larvária deve ser inferior ou igual a 1, conforme o Ministério da Saúde. Este é o patamar em que Belo Horizonte está: o índice mostra que 1% dos imóveis pesquisados na capital têm focos da larva do mosquito. Quando o indicador é maior que 4, a situação já é considerada de alto risco. 

O número de casos de dengue na capital mineira caiu bastante com relação ao mesmo período em 2017. Até 8 de março deste ano, a SMSA havia registrado 256 casos confirmados, contra 25.076 ocorrências no mesmo período, em 2016.

O LIRAa mostra que o principal criadouro dos mosquitos é dentro de casa. A pesquisa, realizada em 51 mil imóveis da cidade, revela que 85% das larvas foram encontradas dentro dos domicílios. Segundo a prefeitura, o percentual costumava ser menor em levantamentos anteriores, atingindo 80% dos imóveis. 

Os maiores focos do mosquito são garrafas, vasilhas e tampinhas, que representam 22,4% dos criadouros. Outros locais que apresentaram concentração de larvas foram pratos de vasos de plantas (13,5%), caixas d’água (12,1%), e barris e tambores (8,4%). 

Confira os índices de LIRAa por regional:

Regional

LIRAa

Risco

Barreiro

1,5

Médio

Centro Sul

0,4

Baixo

Leste

1,1

Médio

Nordeste

0,9

Baixo

Noroeste

0,8

Baixo

Norte

0,6

Baixo

Oeste

0,4

Baixo

Pampulha

0,8

Baixo

Venda Nova

2,0

Médio

BELO HORIZONTE

1,0

Médio

 

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