Os donos dos boxes que tiveram cigarros apreendidos nessa terça-feira (29) no Shopping Uai, no hipercentro de Belo Horizonte, poderão perder a licença de atuação no estabelecimento caso seja comprovado que os produtos eram contrabandeados. 

Comissão formada por membros da prefeitura e do centro de compras irá analisar o caso. Mais de oito mil maços do produto foram recolhidos durante ação da Polícia Militar (PM).

O flagrante aconteceu quando militares perceberam que três vendedores fecharam as lojas repentinamente e tentaram deixar o local.

Diante da suspeita, os policiais foram verificar o que estava sendo vendido nos boxes e se depararam com a carga supostamente clandestina. Um dos homens foi detido e os cigarros encaminhados para a Polícia Federal (PF).

Fachada

A PM informou, ainda, que os homens apresentavam à direção do shopping popular vários produtos legalizados que serviam apenas de fachada. 
Os três suspeitos, segundos os militares, seriam ex-camelôs que foram para o estabelecimento após o processo de revitalização do hipercentro da capital, promovido pela prefeitura. 

“Se for comprovado que essas pessoas estavam vendendo produtos contrabandeados, elas poderão ter o contrato com o shopping rescindido. Isso é uma medida já prevista”, explica o responsável pelo setor jurídico do Shopping Uai, Bernard Martins.

Histórico

Em abril, o Hoje em Dia mostrou que metade dos cigarros consumidos em Minas é fruto de contrabando. O balanço é do Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP) e coloca o Estado acima da média nacional, que é de 48%. 

A marca paraguaia San Marino domina a ilegalidade em Minas, segundo o FNCP. Por consequência, é também a mais apreendida. Dados da Receita Federal apontam que 2,5 milhões de maços de cigarro foram confiscados no Estado apenas no primeiro quadrimestre do ano.