Manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro realizaram um ato contra o mandatário neste sábado em Belo Horizonte. Os participantes iniciaram a concentração na Praça da Liberdade, na região Centro-sul, e de lá seguiram em direção a Praça Sete, no hipercentro da capital.

O ato foi organizado pelas redes sociais pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sitraemg). Os manifestantes seguiram pela avenida Augusto de Lima até a altura da Praça Raul Soares, quando chegaram a fechar completamente a via, nas proximidades do Mercado Central. Depois, seguiram pela Amazonas.

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Impeachment e vacinas

A grande maioria dos manifestantes presentes no ato pede a saída imediata do presidente Jair Bolsonaro do poder. O advogado Rodrigo Menezes, de 43 anos, era um deles. Acompanhando a manifestação e evitando a aglomeração, ele disse que a saída do chefe da nação é de fundamental importância para um combate mais efetivo à pandemia. “A falta de vacinas para imunizar completamente a população está na conta completa do presidente. Sabemos que é difícil um impeachment com a base que o governo tem, mas não dá mais para ficar em casa assistindo a tudo”, afirmou.

O médico François de Melo, de 34, decidiu ir a manifestação somente horas antes do ato. Trabalhando na linha de frente do combate à pandemia – no CTI do Hospital Risoleta Neves -, o médico disse que “Bolsonaro é mais perigoso do que qualquer vírus”. “Temos que mostrar nossa repulsa por um presidente que insiste em um tratamento precoce ao invés de buscar a única solução para a doença que é a vacina”, justificou.

A advogada Nathália Carvalho, também de 34 anos, que percorria a manifestação empunhando um cartaz com uma caricatura do mandatário brasileiro, disse que a “morte não pode governar o país”. “Vim às ruas contra essa política genocida do presidente. Ele é o grande responsável pelas mortes que tem acontecido nesta pandemia. Se ele permanecer no poder, vamos chegar a 1 milhão de mortos até o fim do ano. Não dá mais”, exclamou a advogada.

Segundo os organizadores da manifestação, aproximadamente 5 mil pessoas participam do ato. Procurada, a Polícia Militar não confirmou o número, mas afirmou que o ato transcorre "sem nenhuma ocorrência e em perfeita normalidade".

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Manifestação contra Bolsonaro

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