Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada na manhã desta quinta-feira (28) revelou dados alarmantes sobre a população morando em situação de risco em Minas Gerais. De acordo com o levantamento, o Estado é o segundo colocado entre as unidades federativas com maior população em área de risco no Brasil em números absolutos, com 1.377.577 moradores, atrás apenas de São Paulo.

A situação mais grave no Estado acontece em Ribeirão das Neves, onde mais de 60% dos moradores estão em áreas de risco. No ranking nacional, Neves é a segunda cidade do país com a maior proporção de habitantes nessa situação, ficando atrás, apenas, de Iguarassu (68,4%), no interior pernambucano .Em termos absolutos, Neves é a sétima no ranking nacional, com 179.314 moradores.

Já a capital mineira figura como quarta cidade em volume de pessoas vivendo em áreas de risco, com 389.218, atrás de Salvador, São Paulo e Rio. Percentualmente, 16,4% da população estão nessa situação.

A pesquisa foi alimentada com dados coletados no Censo de 2010 e associados a uma nova metodologia em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

Pelo interior

Fora da região metropolitana, Juiz de Fora, na Zona da Mata, tem a nona colocação nacional, com 128.946.  Entre as cidades com alto número proporcional de habitantes em situação de risco, além de Neves, estão Caratinga, no Sudeste, com 50,3% e Ewbank da Câmara, na Zona da Mata, com 49,5%.                                                                                           

Para a divulgação da pesquisa, o IBGE desenvolveu uma metodologia em parceria com o CEMADEN, na qual as áreas de riscos de 872 municípios, envolvendo movimentos de massa, inundações e enxurradas, monitoradas pelo órgão foram associadas aos dados recolhidos em 2010. A mesma lógica será utilizada no Censo 2020.

O objetivo da parceria é evitar e mitigar tragédias naturais identificando e conhecendo em detalhes as regiões de maior risco e suas vulnerabilidades. "Uma chuva forte pode ter desdobramentos diferentes, por exemplo, se ocorrer numa região em que há muitos idosos ou pessoas com deficiência de locomoção, que podem precisar de mais atenção no momento de um resgate", explicou à Agência Estado a pesquisadora Marianne Assis, do Cemaden, responsável pelo monitoramento de mais de 40 mil áreas de risco. "Se a área em questão tem (ou não) esgotamento sanitário é fundamental para saber como responderá a uma chuva forte."

Confira o ranking nacional:

ibge