O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, na tarde deste domingo (3), a primeira reunião com trabalhadores da Vale que sobreviveram ao desabamento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo o promotor Geraldo Emediato de Souza, do MPT de Belo Horizonte, a intenção da reunião foi esclarecer aos trabalhadores os detalhes da ação que o MPT ajuizou contra a Vale, a partir da qual a Justiça definiu o bloqueio de R$ 1,6 bilhão da empresa.

O dinheiro seŕa usado como garantia para assegurar indenizações aos atingidos, arcar com despesas de funerais e manter em dia o pagamento dos salários aos trabalhadores sobreviventes e também às famílias dos servidores desaparecidos.

"Esse é um dinheiro para uma série de reparações relativas ao seguro de vida, garantia provisória de emprego para os que sobreviveram. Demos uma série de orientações para esse processo que está começando", disse o promotor.

Ao todo, cerca de 100 trabalhadores da Vale participaram da reunião, sendo que 20 deles prestaram depoimentos ao MPT. Entre eles, Marco Antônio Ribeiro, que estava no restaurante da Vale no momento do desabamento da barragem e escapou por pouco.

"Eu espero que seja feita justiça e não seja como foi em Mariana. Acho que aqui será diferente. É bom porque o Ministério Público está com a gente desde agora. E acredito que a Vale irá coperar", disse Marco.

Na próxima quarta-feira (6), acontece a primeira audiência entre a Vale e o MPT, em Belo Horizente. Até a próxima sexta-feira (8), o MPT vai ajuizar a ação principal que prevê danos morais individuais e coletivos.