Morreu nesta quinta-feira (23) no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense, a menina Ana Cristina Pacheco Luciano, de 9 anos, que teve 80% do corpo queimado no vazamento de gasolina de um duto da Transpetro no Parque Amapá, em Duque de Caxias. Ao dar entrada no hospital, na madrugada de 26 de abril, seu estado de saúde era gravíssimo, segundo boletim médico.

No último sábado, o subsecretário de Defesa Civil de Duque de Caxias, André Xavier, informou à Agência Brasil que a equipe médica chegou a pensar em fazer a transferência da menina para o Hospital Pedro II, especializado em queimaduras, localizado em Santa Cruz, mas diante do quadro clínico não foi possível.

Segundo Xavier, o quadro dela era bem grave, até mesmo para fazer a transferência. "Ela teve queimaduras por gasolina, que é muito forte, como um solvente, pura e concentrada", disse o secretário. "Caiu na poça de gasolina e broncoaspirou o produto, tendo sequelas internas e externas.”

Mais duas vítimas do vazamento – Olavo Pacífico dos Santos e Antônio Martins da Silva – chegaram a ser internados no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, e receberam alta na manhã do dia seguinte.

Operação

Na época do vazamento, a Polícia Civil investigou a possibilidade de ter ocorrido por criminosos que tentavam roubar combustível do duto. Nesta quinta-feira (23), policiais da Delegacia do Consumidor (DECON) da Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio, desencadearam a operação Sangria Negra, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, para cumprir cinco mandados de prisão, expedidos pela Justiça, contra integrantes de uma quadrilha especializada em furto de petróleo.

De acordo com a Polícia Civil, os agentes prenderam quatro pessoas, sendo uma delas policial militar. A ação foi realizada para apurar o furto de petróleo cru, ocorrido no final do ano passado, em oleodutos localizados no município de Silva Jardim,na Baixada Litorânea do Rio.

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