A prefeita e um ex-presidente da Câmara Municipal da cidade de Manhuaçu, na Zona da Mata, foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) suspeitos de desviar dinheiro público e de falsidade ideológica. Segundo o MPMG, os desvios teriam acontecido na realização de um evento de Réveillon no distrito de Vila Nova. Além das autoridades, a secretária municipal de Cultura e o presidente da Associação de Vila Nova (Comvilan) também foram denunciados pelos mesmos crimes.

As investigações da Procuradoria de Justiça Especializada em Crimes Praticados por Agentes Políticos apontaram que o vereador Jorge Augusto Pereira (PRB) teria usado a festa no distrito de Vila Nova, onde ele reside, para ganhos eleitorais e contado com a prefeita Cici Magalhães (PMDB) para executar o esquema. A denúncia afirma que o então presidente da câmara preencheu com conteúdo falso o convênio  nº 025/2017, em dezembro de 2017, o que liberou uma verba de R$ 22,5 mil para a realização da festa de virada de ano.

Como não poderia receber diretamente os recursos, o presidente da Câmara teria, ainda, combinado a fraude com a secretária de Cultura e o presidente da associação, que também assinaram o convênio. Em seguida, após a prefeitura entregar o cheque de R$ 22,5 mil ao representante da associação, ele o teria repassado ao chefe da Casa Legislativa para a realização da festa.

Posteriormente, como a Comvilan não possuía meios para fazer a prestação de contas, o trabalho teria sido feito pelo setor contábil da Câmara. Na denúncia, consta ter o próprio presidente da Casa Legislativa levado a documentação para a realização da prestação de contas, assinada pelo presidente da Comvilan, atestando a realização da festa pela associação.

Jorge Pereira conversou com a reportagem e afirmou que recebeu a intimação para apresentar sua defesa por escrito e que irá protocolar o documento na próxima segunda-feira (20). "Isso foi uma denúncia de adversário político, a festa acontece há 15 anos e temos todas as notas fiscais que provam a regularidade do processo, estamos tranquilos porque vai ficar provado que não existe esse crime", se defendeu o parlamentar.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Manhuaçu e com a Comvilan, mas ambas não retornaram o contato.

(Com MPMG)