O caso do risco de demolição do casarão onde viveu Dona Beja, em Araxá no Alto Paranaíba, ganhou um novo capítulo nesta semana. Depois de receber em primeira instância o aval para a destruição do imóvel, os proprietários enfrentam, agora, um novo recurso interposto na última segunda-feira (20), pelo Ministério Público de Minas Gerais, contra a decisão.

De acordo com o MPMG, serão solicitadas à Prefeitura de Araxá e ao Hospital Dom Bosco, proprietário do imóvel, e à Fundação Cultural Calmon Barreto que sejam tomadas medidas protetivas que impeçam alterações significativas no imóvel, que comprometam sua aparência e os elementos históricos que o compõem.

Conflito

A disputa para decidir o que pode ser feito com o imóvel, que foi residência de Anna Jacintha de São José, a Dona Beja, icônica cidadã araxaense, se estende por mais de cinco anos. O Hospital Dom Bosco comprou o casarão para anexar sua área ao complexo hospitalar e busca, judicialmente, autorização para a obra.

A decisão de permitir as alterações veio recentemente, contrariando as recomendações do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG). "Com base no inventário de proteção do acervo cultural enviado pela administração municipal de Araxá a este Instituto, será publicado no Minas Gerais, nos próximos dias, a deliberação ad referendum do Conselho Estadual de Patrimônio – Conep, para abertura de estudos para proteção do referido imóvel”, diz a nota do instituto.

Leia mais:
Casarão de quase 190 anos que foi de Dona Beja corre o risco de ser demolido em Araxá