Depois que um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do Museu Nacional, na noite desse domingo (2), no Rio de Janeiro, brasileiros e a comunidade científica mundial lamentam a perda de itens de valor inestimável para a história do país e do mundo. Apesar da tragédia, alguns dos artigos do acervo do museu têm réplicas expostas aqui bem perto, no Museu de Ciências Naturais da PUC Minas.

Cástor Cartelle, curador da coleção de paleontologia do museu, convida a população a conhecer um pouco mais da história da cidade, do país e do mundo. "Entre as peças, temos o crânio de um tiranossauro rex, o esqueleto de um tigre dentes de sabre, um toxodon - animal do tamanho de um rinoceronte, um pterossauro e uma preguiça gigante. Essa que foi encontrada junto à que estava no acervo do Museu Nacional e que, infelizmente, acabou consumida pelas chamas", lamentou.

Cartelle ainda contou que está em busca de uma réplica da icônica Luzia para trazer ao Museu da PUC. O fóssil é o mais antigo encontrado nas Américas, com cerca de 11.500 anos, e conta uma importante parte da história da humanidade.

Perda irreparável

Cartelle lamenta profundamente a perda do acervo do Museu Nacional. "Não foi uma perda só para os brasileiros, tanto que a imprensa internacional inteira trata como uma grande tragédia. Para a comunidade científica, principalmente, é uma perda irreparável".

Visitação

O Museu de Ciências Naturais da PUC Minas fica na avenida Dom José Gaspar, 290, no bairro Coração Eucarístico, região Noroeste de Belo Horizonte. A entrada custa R$ 10, mas é gratuita para crianças menores de três anos e custa R$ 5 para crianças entre 5 e 12 anos e pessoas com mais de 60 anos.

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