Após quase três anos de atraso nas obras, o governador Fernando Pimentel inaugurou nesta terça-feira (27) a última estação do Move Metropolitano, próxima à avenida Bernardo Monteiro, na área hospitalar da capital mineira. A estação de ônibus é a última a ser entregue dentre as que atendem a região norte de Belo Horizonte e as cidades adjacentes, disse o subsecretário de regulação de transportes da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop-MG), Renato Ribeiro. 

“Essa estação é a última que encerra um ciclo para a população, ao longo dos dois anos foram cinco obras. Com essa estação a gente conclui toda a implantação do Move da região norte e abrimos agora novas frentes. Agora é uma conversa com a população para continuar a estender para as outras regiões sob um novo modelo”, afirmou. 

Cerca de 5,5 mil pessoas serão beneficiadas diariamente com o funcionamento do terminal, que receberá oito linhas provenientes de Ribeirão das Neves (terminal Justinópolis), Vespasiano (terminal Morro Alto), Santa Luzia (terminal São Benedito), na região metropolitana de Belo Horizonte, e também das áreas de Venda Nova (terminal Vilarinho) e São Gabriel, na capital. 

A estação começa a funcionar a partir das 4 horas da próxima quarta-feira (28). A estrutura, que tem capacidade para receber cerca de 40 ônibus por hora, ocupa uma área total de 8,5 mil metros quadrados e levará acesso direto à região hospitalar da capital, facilitando a chegada aos centros de saúde que atendem pessoas de todo o estado.

As linhas que agora terão ponto final na Bernardo Monteiro estavam operando em um terminal improvisado, sem cobertura, banheiros e bebedouros, na rua Ceará. No entanto, o destino dos ônibus provenientes do Morro Alto, que também têm como destino um ponto provisório na rua Aarão Reis, não será alterado, diz o subsecretário. “Havia uma previsão inicial de operação na rodoviária. Ela tende a sair daí sob uma nova ótica e novos planos que serão debatidos com a população a partir do ano que vem. 

As obras de construção do terminal, localizado entre as avenidas Francisco Sales e Andradas, começaram em 2014, mas foram suspensas logo em seguida. Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas, a paralisação ocorreu para realizar "necessárias adequações no projeto inicial previsto para uma capacidade hipotética de demanda projetada para o ano de 2045". Ribeiro destacou que, apesar do atraso, a entrega ocorreu dentro do prazo previsto pela gestão, que iria até o final de 2016. 

Protesto

Um grupo de trabalhadores da saúde protestou contra um suposto corte de alimentação gratuita dos acompanhantes dos pacientes internados nos hospitais públicos do estado. De acordo com o diretor da Associação Sindical dos Trabalhadores de Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), Carlos Augusto Martins, o governo suspendeu o benefício devido ao ajuste fiscal. 

“A nossa reivindicação é básica: que volte o direito dos acompanhantes e dos trabalhadores que estão nos hospitais de tomar um café e ter a alimentação. Além disso, os equipamentos nos pronto socorros estão estragados, quebrados, e não é feita a reposição. As estruturas estão precárias, não há negociação, e ainda proíbem os acompanhantes que vêm do interior e ficam uma semana nos hospitais, a terem direito a um prato de comida”, disse. 

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, disse que a manifestação é legítima, mas afirmou desconhecer a situação. “Nós estamos aqui com essa manifestação, que é respeitável, porque é democrática, mas infelizmente gritos e assovios não fazem cair dinheiro do céu. Até onde eu sei, os serviços públicos na saúde estão sendo prestados regularmente”, ressaltou.