A força-tarefa montada em razão da chuva severa prevista para o fim de semana em Belo Horizonte se concentra mais em mitigar possíveis deslizamento de terra, desabamento e desmoronamento. Os alamentos também preocupam, mas o alerta é maior para o risco geológico, que pode comprometer residências. 

A informação foi dada em coletiva nesta quinta-feira (23) no Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), no bairro Buritis, zona Oeste. O prefeito Alexandre Kalil transferiu o gabinete para o local.

A tempestade prevista para esta sexta-feira (24) na capital não deve chegar como esperado. O volume de até 150 milímetros (mm) deve atingir a cidade gradativamente, ao longo do dia.

O coronel Waldir Vieira, da Defesa Civil, afirmou que equipes do órgão, da Secretaria de Assistência Social e da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel) visitam áreas de risco geológico para retirar as pessoas em perigo. 

Até o momento, 17 famílias já foram removidas por conta do risco na Vila Biquinhas, região Norte da capital. Elas foram levadas para pousadas.

Vieira ainda recomendou aos moradores observar comportamentos anormais nas casas e arredores, como rachaduras. "A chuva constante como está acontecendo sobrecarrega o solo e enfraquece a sustentação. Se notarem alguma anomalia, os cidadãos devem sair do local onde o risco se encontra, indo para a casa de parentes".

Quem tiver dúvida, também pode entrar em contato com a Defesa Civil e aguardar a avaliação da equipe especializada.

Questionado sobre ações previstas para impedir famílias desabrigadas por conta de risco geológico no futuro, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) afirmou que a solução é evitar as invasões de terrenos. 

"A prefeitura não dá alvará para construir em morro que pode despencar, mas os que estão lá, não vamos deixar morrer", disse.

Força-tarefa

"Estamos torcendo para não vir o pior, mas preparados se vier", afirmou Kalil. Segundo ele, a operação que está sendo montada em BH é inédita no Brasil. A cidade tem 80 pontos mapeados com risco de alagamento. Nove são observados atentamente por precisarem de medidas preventivas mais efetivas, conforme afirmou o coronel Waldir Vieira.

Para estabelecer as áreas de atuação, foram definidos 11 pontos críticos na metrópole, onde serão distribuídos caminhões, carregadeiras, escavadeiras, retroescavadeiras, tratores, caminhões prancha e hidrojatos.

Essas áreas de preocupação estão espalhadas por todas as regiões. Uma das principais é a avenida Vilarinho, em Venda Nova, mais precisamente no entrocamento com a rua Doutor Álvaro Camargos, nas proximidades do Shopping Estação.

Outro ponto no radar da força-tarefa é a Teresa Cristina. A via foi devastada pelo último temporal, com grande parte do asfalto arrancado. As cheias invadiram imóveis nas imediações, deixando um rastro de destruição e muita sujeira. 

Confira abaixo os 11 pontos críticos na capital e outros pontos do esquema da PBH para lidar com o grande volume de chuva:

Arte pontos críticos chuvaEsquema da PBH para lidar com as consequências da chuva