Quatro mortes provocadas por síndrome nefroneural, doença que pode estar ligada ao consumo de cerveja contaminada, foram registradas até o momento pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Novo boletim divulgado pela pasta na tarde desta quinta-feira (16) aponta que a necrópsia de uma das vítimas - um homem que esteve internado em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e morreu em 7 de janeiro - já apontou a presença da substância dietilenoglicol no exame de sangue dele.

Foram incluídas nas investigações os óbitos de dois homens da capital mineira, de 75 e 89 anos, e de uma mulher de 60, em Pompéu, no Centro-Oeste. Informações preliminares dão conta de que todos teriam consumido a Belorizontina, da Backer, antes de passar mal. Eles deram entrada em unidades de saúde com quadro de insuficiência renal.

Até esta quinta, a SES já recebeu 18 notificações da síndrome: 16 homens e duas mulheres. A presença do do dietilenoglicol foi verificada em quatro vítimas. A substância tóxica também foi encontrada em 21 lotes de oito rótulos diferentes fabricados pela Backer. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou o recolhimento de todos os produtos da cervejaria e fechou, de forma cautelar, a fábrica no bairro Olhos D'Água, na região Oeste, até que as investigações sejam concluídas.