Em reunião na tarde desta segunda-feira (20), o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) decidiram que o aumento das tarifas dos ônibus da capital não acontecerá enquanto as partes discutem tecnicamente as divergências. Segundo o presidente do sindicato, Joel Jorge Paschoalin, a expectativa é de que as passagens continuem custando R$ 4,50 até o fim do ano, valor que mesmo sem reajuste ainda o segundo mais caro do país.

"Entramos em um acordo para que o preço seja congelado pelo menos enquanto discutimos essas questões técnicas. Eles [Setra-BH] têm argumentos, a própria questão do ar condicionado foi uma decisão unilateral deles, assim como também foi a de retirar cobradores", informou Kalil em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (20). Ainda segundo o prefeito, a discussão está superada.

De acordo com Paschoalin, as empresas buscarão uma forma de abaixar os custos da operação sem afetar a qualidade do serviço. O presidente afirmou que serão realizadas reuniões nas próximas semanas, já a partir desta terça-feira (21), para definir os próximos passos e estudar as melhores formas de equilibrar a discussão. Nesse meio tempo, ele garantiu que os serviços de transporte na capital não serão afetados como havia sido ameaçado antes.

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