A Justiça Federal começou, nesta quarta-feira (12), mais uma oitiva de testemunhas do caso do rompimento da barragem de Fundão, que atingiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região Central de Minas, em novembro de 2015. 

Segundo o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional de Minas Gerais, as testemunhas de acusação depõem em Ponte Nova, na Zona da Mata. No total, serão 22 testemunhas nesta fase do processo, algumas já foram ouvidas em Mariana e outras por videoconferência. Nesta quarta-feira, quatro pessoas prestarão depoimentos. 

Entre as testemunhas, estão uma engenheira terceirizada da Samarco, que teve conhecimento em 2014 sobre as trincas na barragem; um funcionário terceirizado da empresa, que era o encarregado geral de terraplanagem e estava na barragem quando ela se rompeu; um servidor da Agência Nacional de Mineração (ANM), que constatou dutos da Vale que faziam deposição de lama na barragem de Fundão; e um membro do órgão externo de consultoria da Samarco, que tratava da segurança da barragem. 

Outras oito pessoas serão ouvidas nos dias 20 e 26 deste mês como testemunhas de acusação arroladas pelo MPF. Depois das oitivas da acusação, serão ouvidas as testemunhas de defesa, mas o MPF não divulgou uma data para o início desta fase.

Devastação

Com o rompimento da barragem, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015, o distrito de Bento Rodrigues foi devastado. Outros distritos e cidades também foram destruídos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 725 pessoas ficaram desabrigadas, 17 morreram e duas permanecem desaparecidas.

O rompimento também comprometeu seriamente municípios banhados pelo rio Doce, que recebeu os rejeitos da barragem rompida e estendeu os danos até cidades da Zona da Mata e do Espírito Santo.

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