Andar muito debaixo de sol escaldante não foi problema para três amigos, que saíram ainda pela manhã de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para curtir a folia de Carnaval na capital mineira. 

Após chegar à região central de BH, o trio de jovens composto por Shined Angel, 19, David César, 23, e Vinicius Manoel, 19, andou mais de 7 quilômetros curtindo cada pedaço do caminho nas aglomerações de pessoas. 

“A gente chegou na Praça da Estação perto de 15h e andamos pela cidade até chegar na região da Savassi”, disse Vinicius Manoel, que usava uma orelhinha de coelho como adereço carnavalesco. 

Durante o percurso os amigos paravam, conversavam com outras pessoas, curtiam o auê da galera e também as músicas. 

“A gente subiu a rua da Bahia, passamos pelo Parque Municipal, pela avenida Álvares Cabral, e cortamos até a Praça da Liberdade. Demoramos algumas horas, mas curtimos bastante”, falou David César, que pintou o rosto para curtir o Carnaval. 

Hidratando-se com água e cerveja, os amigos curtiram o agito momesco de Belo Horizonte até o meio da noite, quando se preparavam para voltar à sua cidade, Ibirité, já no momento de dispersão dos blocos na região da Savassi. 

“A gente vai embora da forma mais rápida e barata. Se for de ônibus, bem, se for de aplicativo de transporte melhor ainda. Certeza mesmo é que a gente volta amanhã (segunda)”, disse Shined Angel, que também usava uma orelha de coelho como fantasia. 

Dispersão 

Enquanto os amigos procuravam o transporte para voltar para casa, outras milhares de pessoas se aglomeravam pela região da Savassi, ou para seguir com a badalação, ou para ir embora. 

A movimentação era intensa e os quarteirões fechados das ruas Antônio de Albuquerque e Pernambuco já tinham o cenário do pós-festa. 

A da presença ainda intensa de pessoas que procuravam principalmente restaurantes e lanchonetes para matar a fome, contrastava com a sujeira deixada pelos foliões. Alguns deles em estado de embriaguez e usando drogas, como maconha e loló - mistura química que inalada causa alucinações. 

Confusão 

Houve ainda princípio de confusão nos arredores de um famoso restaurante de grande rede de fast-food. 

Um grupo de aproximadamente 15 jovens se desentendeu com um rapaz que passava perto e gerou um princípio de corre-corre sem registro de feridos. A bagunça ficou mesmo na agressão verbal e “alguns tapas”. 

“Você viu, Zé. Botamo o comédia pra correr (sic)”, se gabou um dos arruaceiros. 

Mais confusão 

Em outra dispersão, mas na rua Sapucaí, no bairro Floresta, a Guarda Municipal (GM) tentou intervir em uma confusão. 

Segundo uma fonte, um jovem teve o celular roubado, e após indicarem aos guardas o possível autor do furto, houve correria da GM na tentativa de recuperar o aparelho, que no fim não foi localizado.

Leia mais:
Carnaval de BH se torna destino obrigatório de foliões de todo o país. Quem vem, volta
PBH divulga primeiro balanço de ocorrências e atendimentos médicos no Carnaval