Em um vídeo divulgado na tarde desta sexta-feira (8), o líder do Grupo de Resposta Imediata montado pela Vale em Brumadinho, Claudio Alves, anunciou as formas de pagamento dos auxílios humanitários aos atingidos pelo rompimento da Barragem I da Mina do Feijão, que aconteceu no dia 25 de janeiro. Segundo ele, o registro de quem tem direito ao pagamento começa na segunda-feira (11).

Moradores, mesmo os que não estavam no local no momento em que o rejeito atingiu o terreno, receberão R$ 50 mil. Já quem exercia alguma atividade produtiva ou comercial na área vai receber R$ 15 mil.

O montante mais alto já começou a ser pago a representantes de mortos e desaparecidos, neste caso, no valor de R$ 100 mil. Segundo Alves, os demais valores foram anunciados como "ampliação da ajuda humanitária emergencial" e serão pagos a pessoas que moravam ou exerciam atividades produtivas ou comerciais na Zona de Autossalvamento prevista no plano de ação emergencial. 

Os registros dos beneficiários, a partir de segunda-feira, será feito no Espaço do Conhecimento, onde a Vale implantou um ponto de apoio. Quem se encaixar nos requisitos, deve levar documentos de identificação pessoal e outros que provem sua relação com a Zona de Autossalvamento, seja de moradia ou de produção comercial ou rural. Após aprovada a documentação, os beneficiários receberão o dinheiro em até sete dias úteis, conforme explicou Alves.

O líder do Grupo de Resposta Imediata ainda ressaltou que os valores pagos agora não têm caráter indenizatório nem de adiantamento aos valores ainda a serem definidos pela Justiça, mas se tratam de doação de caráter humanitário.

Confira neste link os detalhes da documentação necessária para requerer o auxílio

Zona de Autossalvamento

Os valores anunciados pela Vale nesta sexta-feira são destinados exclusivamente a propriedades dentro da zona de Autossalvamento prevista no Plano de Ação Emergencial pré-existente.

Segundo o que Alves explicou no vídeo, essa área corresponde a uma extensão de 10 quilômetros à jusante da barragem. No site da empresa, ainda é explicado que essas áreas são consideradas de responsabilidade da Vale por estarem a uma distância da qual não há tempo suficiente de intervenção das autoridades competentes em situações de emergência.

O rompimento da Barragem I da Mina do Feijão aconteceu no dia 25 de janeiro e, até o último boletim da Defesa Civil do Estado, divulgado nessa quinta-feira (7), 157 mortes já foram confirmadas, das quais 151 já foram identificadas, e 182 pessoas permanecem desaparecidas.

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