Cerca de 5 mil casais estão na fila de espera para o processo de reprodução assistida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. A técnica é a principal alternativa para pessoas com problemas de fertilidade realizarem o sonho de ter um filho.

“A espera desses casais que estão na fila do SUS chega a seis anos”, diz Cláudia Navarro, especialista em reprodução assistida, diretora clínica da Life Search e membro das Sociedades Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE).

Todo esse tempo de espera é porque os processos são demorados e ainda existe a limitação de insumos e de profissionais que fazem esses procedimentos na rede pública de saúde.

Os casais também enfrentam mais um entrave: há três meses, o Conselho Federal de Medicina (CFM) modificou as regras para a reprodução assistida no Brasil. Entre as principais mudanças está o limite de transferência de embriões de acordo com a idade da gestante. Mulheres de até 37 anos poderão inserir até dois óvulos fecundados; já aquelas com idade superior a essa poderão implantar até três.

Anteriormente, mulheres com até 35 anos poderiam ter até dois embriões transferidos; de 36 a 39 anos, até três. Já as com mais de 39 anos, até quatro.

Acompanhe a entrevista na íntegra.