Quatro dias, cinco mulheres assassinadas. Esse é o saldo de recentes atos de covardia ocorridos apenas nesta semana em Belo Horizonte e região metropolitana. Nesta sexta-feira, mais um crime indica novo caso de feminicídio. A vítima tinha 46 anos e foi morta a facadas pelo ex-marido, no bairro João Pinheiro, Noroeste da capital.

Ela estava em um ponto de ônibus quando teria sido cercada pelo ex-companheiro. Conforme a Polícia Militar, testemunhas relataram que o homem arrancou uma faca da cintura e desferiu os golpes na mulher. Em seguida, ele fugiu. Até o fechamento desta edição, o suspeito estava foragido. 

O casal teria se separado há três meses, segundo informações de parentes repassadas à PM. As brigas seriam constantes e o homem já teria ameaçado a vítima em outras ocasiões. Ainda segundo a polícia, o suspeito estaria morando em São Paulo, mas voltou à capital na última quinta-feira para armar a emboscada.

Conforme o Hoje em Dia mostrou, a cada dez assassinatos consumados ou tentados de mulheres em Minas, oito são tipificados como feminicídio. O crime, classificado como hediondo, é motivado apenas pela questão do gênero. 

Tragédias

Na segunda-feira, um policial civil tirou a vida de três mulheres em Santa Luzia, na Grande BH. Ele fugiu da Casa de Custódia da corporação e atirou contra uma mãe e as duas filhas. O homem tinha sido condenado por ter estuprado as meninas, de 15 e 18 anos. 

Um dia depois, mais uma tragédia. Desta vez em Contagem, também na região metropolitana. Ludmila Leandro Braga, de 27 anos, foi morta pelo escrivão Cláudio Roberto Weichert Passos, que estaria insatisfeito com o fim do relacionamento entre eles. O rapaz entrou na Câmara Municipal, onde ela trabalhava, e disparou pelo menos quatro vezes. Um tiro acertou a boca da ex-companheira, que morreu na hora.

Nos dois casos, a Polícia Civil informou que as investigações foram iniciadas e serão acompanhadas pela Corregedoria-geral. Já a Secretaria de Estado de Direitos Humanos disse que a pasta tenta estimular o protagonismo das mulheres mineiras e uma vida livre de violências por meio de várias políticas públicas que são desenvolvidas.