Cinco policiais civis foram presos em João Monlevade, na região Central de Minas, na manhã desta segunda-feira (15). Eles foram alvos da operação Tersus, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com a corregedoria da Polícia Civil, que teve como objetivo o combate à prática de corrupção. Também foram presos um advogado, um instrutor de auto-escola, uma funcionária da prefeitura cedida à delegacia da cidade e duas pessoas que teriam pago propina a policiais.

Havia mandado de prisão para mais um policial e um agente penitenciário, mas eles não foram encontrados e são considerados foragidos. De acordo com o MPMG, os suspeitos são investigados por facilitação ilegal na obtenção de carteiras de habilitação e recebimento de propina para auxiliar investigados por tráfico de drogas.

Também foram cumpridos 14 de busca e apreensão. As buscas estão sendo feitas inclusive nas delegacias Regional de Polícia Civil de João Monlevade e de Polícia Civil de Nova Era. De acordo com o MP, foram recolhidos aproximadamente R$ 100 mil na residência do advogado investigado. Uma arma de fogo em situação irregular, calibre 380, foi apreendida na residência de um dos policiais civis investigados.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirma a realização da operação Tersus e informa que a Corregedoria da Polícia ainda realiza diligências para encontrar um investigador e um ex-agente penitenciário que ainda não foram localizados. "A PCMG reafirma que não coaduna com qualquer tipo de desvio de conduta e/ou prática delituosa por parte de seus servidores, pois sua missão institucional é exercida com adstrita observância dos princípios da legalidade, moralidade e eficiência", afirma por meio de nota.