As glórias do futebol mineiro e brasileiro pedem passagem com a exposição “País Bom de Bola: Futebol e Identidade Cultural”, que abre nesta sexta (6) ao público, a partir das 10h, e se estende até 31 de julho, 18 dias após o encerramento da Copa do Mundo, nas galerias do quinto e sexto andares do Cine Theatro Brasil Vallourec. Só não haverá exposição nos dias de jogos do Brasil e partidas no Mineirão.

O visitante – apaixonado ou não pelo esporte – não terá como não se render à emoção ao ver, de perto, camisas da Seleção Brasileira, de 1954 aos dias atuais – como a usada pelo goleiro Victor, com a qual defendeu o pênalti, com o pé esquerdo, cobrado por Riasco (Tijuana), e que representou a arrancada atleticana para o título da Libertadores no ano passado.

Além disso, nas galerias um clima que lembra nossos estádios, com gritos de torcida e a inesquecível “Na cadência do samba”, música tema do Canal 100, de Carlinhos Niemeyer, que embalou gerações nos cinemas do país, especialmente nas décadas de 1960 e 1970.

O curador da mostra Thiago Costa, que é também diretor do museu do Mineirão, ressalta que o futebol brasileiro, que chegou ao país com as elites, foi logo se tornando popular e democrático. “O futebol podia ser improvisado, bastava 22 jogadores para se jogar num campinho. É democrático. Assim se construiu a identidade cultural dos torcedores em volta de seus times e da Seleção”, observa. A exposição é organizada por Guilherme Machado e tem apoio da Vallourec.

Mas há um “cantinho” da exposição com bolas, entre elas, a Brazuca que vai rolar daqui a uma semana entre Brasil x Croácia, e a de uma das maiores surpresas da Copa, a de EUA 1 x 0 Inglaterra, no Independência pela Copa de 1950.